Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 14726 04/05/2017  










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Ministro Gilmar Mendes diz que deu um voto 'histórico'

RAFAEL MORAES MOURA e BRENO PIRES
Da Agência Estado – Brasília

Um dia depois de a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a prisão preventiva do ex-ministro José Dirceu, o ministro Gilmar Mendes disse ontem que deu um "voto histórico". O voto de Gilmar desempatou o julgamento, afastando a prisão preventiva de Dirceu.

"Já disse tudo o que tinha pra dizer no meu voto, ontem (terça-feira, 2). Acho até que um voto histórico", disse Gilmar Mendes a jornalistas, depois de participar de uma reunião com parlamentares da comissão de reforma política na Câmara.

O ministro evitou rebater as declarações do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que criticou a decisão da Segunda Turma do Supremo de revogar a prisão preventiva do ex-ministro. Dallagnol considerou a soltura de Dirceu "incoerente" e afirmou que as esperanças de que a Corte julgue com "coerência foram frustradas".

LAVA JATO

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a Operação Lava Jato não está comprometida depois de a Segunda Turma da Corte revogar a prisão preventiva do ex-ministro José Dirceu. Para o decano da Corte, a Lava Jato tornou-se "irreversível" e representa um momento muito importante no "processo de reconstrução" dos fundamentos éticos no País.

"Embora eu tenha ficado vencido da decisão de ontem, pois eu acompanhava o voto do ministro Edson Fachin (relator da Lava Jato no STF), negando o habeas corpus, entendo que de modo algum a Operação Lava Jato está comprometida. Pelo contrário", disse Celso de Mello, ao chegar para a sessão plenária desta tarde.

PT

A cúpula do PT divulgou ontem resolução política em que comemora o habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-ministro José Dirceu, preso pela Lava Jato, e o crescimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto. Em reunião da Executiva Nacional, os petistas também decidiram sugerir aos parlamentares do PT e aliados que proponham emenda constitucional convocando eleições diretas antecipadas ainda neste ano.

"O PT saúda a decisão que liberou o companheiro José Dirceu, preso injustamente, e espera que a mesma se estenda ao companheiro João Vaccari", diz a resolução, que também cita o ex-tesoureiro do PT, outro réu da Lava Jato preso em Curitiba.

O documento chama o presidente Michel Temer de "chefete" e as delações da Odebrecht e da OAS de "fabricadas". "A enxurrada de gastos publicitários para os grandes veículos da mídia também foi incapaz de impedir a queda vertiginosa da popularidade do governo ilegítimo e de seu chefete: a rejeição a Temer é inversamente proporcional à sua arrogância", afirma a resolução

Na avaliação da cúpula do PT, o partido está se recuperando da crise e é preciso apressar a votação da reforma política, com a instituição de um financiamento público de campanha e voto em lista. "Quanto mais o ex-presidente avança, mais os asseclas do golpe atiçam seu ódio e perseguição com delações fabricadas e denúncias sem provas", destaca o documento. Lula é pré-candidato do PT à Presidência, mas, se for condenado em segunda instância pela Justiça, ficará inelegível.

Ainda na resolução, o PT também definiu a greve geral do último dia 28 como um "marco histórico na luta contra o governo usurpador", observando que de pouco adiantou "a mídia monopolizada e seus lacaios" tentarem desqualificar o movimento



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