Terça feira, 19 de março de 2019 Edição nº 14725 03/05/2017  










CHACINA DE COLNIZAAnterior | Índice | Próxima

Exploração de madeira levou às mortes

Empresário de Colniza é suspeito de contratar 4 pessoas para executar o crime; 2 já estão presos

DINALTE MIRANDA/DC
Comando da Segurança Pública anuncia em coletiva o nome de dois suspeitos presos e de dois foragidos; o mandante esta sendo caçado
WILLIAN SILVA
Da Reportagem

Após duas semanas da chacina que provocou a morte de nove homens na gleba de Taquaruçu do Norte, a 250 quilômetros de Colzina (1.065 km de Cuiabá), no dia 19 de abril, as investigações da Força Tarefa conseguiu identificar cinco suspeitos de terem participado do crime, além de confirmar as reais motivações da chacina, que seria por disputa pela extração ilegal da madeira e uma possível existência de ouro.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Segurança (Sesp), nesta terça-feira (3). Conforme o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, dos cinco suspeitos, dois executores foram presos nesta segunda-feira (2) em cumprimento de mandados de prisão preventiva.

Por enquanto a Força Tarefa identificou um mandante do crime. O homem suspeito seria um empresário de Colniza, um dos sócios-proprietários de uma madeireira responsável pela extração ilegal naquela região. “O suspeito teve o mandando de prisão temporária expedida pela justiça, porém está foragido”, explicou o secretário.

Segundo o delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Marcelo Miranda, a força tarefa negocia com o advogado do suspeito a sua rendição. “Mas a equipe não descarta a participação de outras pessoas na contratação do serviço [as mortes]”, alertou.

Os presos são tio e sobrinho, Pedro Ramos Nogueira, 52 anos, mais conhecido como ‘Doca’, que foi preso no distrito de Guatá, em Colniza, e Paulo Neves Nogueira, 32 anos, encontrado no Distrito de Tabajara no município de Machadinha, em Rondônia.

O chefe do grupo identificado como “Encapuzados” o ex-policial militar de Rondônia Moisés Ferreira de Souza, conhecido como Moisés do COE (Comando de Operações Especiais), está foragido.

Também está foragido, Ronaldo Dalmoneck, 33 anos, mais conhecido como ‘Sula’. A polícia suspeita que ele foi o responsável pela decapitação de duas vítimas e tem a prisão preventiva decretada.

A Força Tarefa continua as investigações para prisão dos outros dois suspeitos de participar da chacina. “Nós encontramos o contato do executor foragido no celular de um dos presos”, disse Marcelo Martins.

As investigações apuraram também, que as motivações do crime vão além dos conflitos por terras naquela região e envolve até mesmo o interesse por minérios. Conforme o delegado regional da Polícia Civil, José Carlos de Almeida, a intenção inicial seria a extração de madeira ilegal e em seguida as terras, e não apenas o conflito agrário como informado inicialmente.

“Porém, conseguimos levantar que aquela região é rica em ouro e por isso, o interesse de fazendeiros e assentados em continuar com a posse daquelas terras”, explicou o delegado José Carlos.

O secretário Rogers Jarbas disse que as propriedades daquela região, são particulares e foram concedidas à uma associação de agricultores chamada ‘Cooperativa Roosvelt’, mediante decisão do desembargador José Zuquim.

Após a decisão, o antigo presidente da associação decidiu vender a maior parte da área para um fazendeiro da região e em seguida a associação mudou de nome para Taquaruçu do Norte. “O conflito começou após o atual presidente da associação tentar reaver a posse da propriedade com os fazendeiros”, explicou o delegado regional José Carlos.

Apesar de identificar a existência de ouro naquela região, a Força Tarefa não encontrou exploração de minério, apenas extração de madeira que é feita de forma ilegal.

Além da extração de madeira, os agricultores também plantavam mandioca e milho para subsistência. Após o confronte o medo tomou conta da região e a gleba foi totalmente desocupada.

Cerca de 50 homens de Força Tarefa continuam na região em busca de mais informações sobre a chacina. A identidade do mandante não foi divulgada por questões de segurança e para não atrapalhar as investigações.

Os presos vão responder por homicídio qualificado e formação de quadrilha.



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