Sábado, 25 de maio de 2019 Edição nº 14725 03/05/2017  










PREVIDÊNCIAAnterior | Índice | Próxima

Governo afirma ter voto suficiente

Brasília

O governo entrou em campo para derrubar as últimas resistências e convencer os deputados da base aliada a aprovar o texto final da reforma da Previdência na comissão especial hoje. Enquanto, em retaliação a rebeldes, o governo passou a exonerar até quem nunca tomou posse, líderes partidários e ministros foram escalados para fazer um corpo-a-corpo com todos os parlamentares que integram o colegiado, assim que eles retornaram à Brasília. No fim da tarde, interlocutores do Planalto já dão como certa aprovação da matéria da comissão.

Ontem pela manhã, parlamentares da base confidenciaram estarem inseguros em votar a reforma na comissão e arcarem sozinhos com o desgaste político. Eles alegaram forte rejeição da população à reforma, pressão de algumas categorias de servidores e críticas nas redes sociais, além de sinais trocados emitidos pelo Senado de que o texto poderá ser alterado na Casa.

Eles foram tranquilizados a votar a favor da reforma, diante da promessa do governo em deflagrar uma campanha de esclarecimento à população e aos congressistas até a votação no plenário da Câmara, no fim de maio. Os representantes do Executivo também informaram que já estão trabalhando para mudar a forma como o Senado, sobretudo o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), vem se posicionando a respeito da reforma.

O presidente Michel Temer resolveu reforçar o time da articulação na Câmara para as próximas votações e para acomodar os partidos e tentar obter os votos para aprovar a reforma da Previdência. O cronograma em plenário já foi adiado para depois do dia 15. Temer formalizou a indicação de novos vice-líderes na Casa, entre eles o seu ex-assessor e sempre interlocutor, deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e o deputado Beto Mansur (PRB-SP), que auxilia o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), nos momentos de votação. Temer, segundo aliados, seguiu conselhos e começou a punir com a perda de cargo os deputados da base que votaram contra o governo na reforma trabalhista, nesta semana.

O Palácio do Planalto sabe que ainda não tem garantidos os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência, que é uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e requer quorum qualificado.

Na prática, os cargos de vice-líderes são para acomodar a base. E deveriam já ter sido trocados quando o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) assumiu como líder do governo na Câmara. A reforma trabalhista foi aprovada com folga por ser um projeto de lei, com 296 votos a favor. Mas foi um sinal de que não há ainda o placar para a Previdência.

O deputado Beto Mansur, um dos vice-líderes, defendeu já na última sexta-feira que os parlamentares infiéis percam seus cargos no governo.

Segundo aliados, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), vinha se mostrando crítico e não vinha comparecendo em momentos importantes. Mas, no dia da reforma trabalhista, esteve e votou.

A troca não foi para punir infiéis, já que todos os que saíram votaram com o governo.



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