Sexta feira, 20 de outubro de 2017 Edição nº 14719 21/04/2017  










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Mercado local tem pior março da série

Depois de gerar maior volume de empregos do ano em fevereiro, oferta cai com número de demissões históricas. Trimestre é o menor desde 2015

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As atividades Agropecuárias e Comércio foram as maiores responsáveis pelo saldo negativo de março, em Mato Grosso.
MARIANNA PERES
Da Editoria

Depois de gerar 4.036 novas vagas de empregos com carteira assinada em fevereiro, o comportamento do mercado formal em Mato Grosso passou ao outro extremo, fechando março com o maior número de demissões na série histórica para o mês, ao eliminar 5.727 postos. No período mais pessoas foram mandadas embora do que contratadas, conforme dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os 5.727 desligamentos registrados em março no Estado são o saldo da movimentação entre os 27.442 contratados contra os 33.169 demitidos. A maior parte dos postos de trabalho eliminados no mês passado, 4.287, estava no campo, e, portanto, sofreu a influência do fator sazonalidade, com o final da colheita da soja, a principal cultura plantada no Estado. A atividade Agropecuária que contribuiu para a geração de vagas no primeiro bimestre de 2017 passou a ser a maior demissória em março. Contribuiu ainda para o saldo negativo do nível de empregabilidade de Mato Grosso as demissões registradas no Comércio que somaram 1.235.

Ainda considerando o comportamento do emprego formal no mês passado, Mato Grosso teve performance única no período, já que nos outros estados do Centro-Oeste os resultados foram diferentes, como Goiás, março foi de geração de 4.304 novas vagas, em Mato Grosso do Sul, criação de mais 1.245 e no Distrito Federal, o saldo foi negativo, mas com a eliminação de 676 vagas.

ANO – Considerando os primeiros três meses de 2017, o Caged de Mato Grosso fecha o primeiro acumulado do ano com saldo positivo de 8.932, o volume supera em 20,34% o resultado apurado em igual momento do ano passado, quando a soma do período apontava para 7.422 novas frentes de trabalho formal geradas. No entanto, o volume atual perde para o apurado em 2015, cujo saldo foi superior, 9.805.

BRASIL - O número de empregos formais no Brasil teve saldo negativo de 63.624 vagas em março. Apesar da queda em março, a redução no mesmo mês do ano passado foi quase dobro, quando registrou retração de 118 mil postos de trabalho. No mês passado, o resultado havia sido positivo em 35.612 vagas formais de emprego.

Março apresentou uma variação negativa de -0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Foram registradas 1.261.332 admissões contra 1.324.956 desligamentos. No acumulado do ano, a queda foi de 64.378 postos de trabalho, equivalente a -0,17%, em relação ao estoque de dezembro de 2016, e, nos últimos 12 meses, houve a redução de 1.090.429 postos de trabalho, correspondendo a uma retração de -2,77% no total de empregados com carteira assinada do país.

“Os dados de março do Caged mostram que fatores sazonais e conjunturais influenciaram negativamente o mercado de trabalho. O governo esperava uma trajetória ascendente, positiva, no número de vagas formais de trabalho, em razão do bom desempenho verificado em fevereiro, mas os resultados gerais foram negativos. Se não foi possível aumentar o número de postos de trabalho no mês, pelo menos indicadores apontam uma diminuição significativa no ritmo de redução do emprego”, explica o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.



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