Terça feira, 12 de dezembro de 2017 Edição nº 14719 21/04/2017  










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Casa Barão reabrirá as portas. Agora vai

A reabertura se dará, depois de idas e vindas, expectativas e frustações – se não chover – em 6 de maio


Acadêmicos da AML se preparam para escolher, em setembro, um novo ou nova imortal, no próximo mês de setembro. As inscrições estão abertas.
JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

A primeira notícia foi que a Casa Barão de Melgaço seria entregue à população no último dia 15 de abril, dentro dos festejos de aniversário dos 300-2 da capital mato-grossense. A festa chegou a ser incluída pelo então secretário de Cultura de Cuiabá, Anselmo, com uma série de shows, na programação festiva da capital, misturada com Zezé di Camargo e Amado Batista. Micou - e agora a expectativa é que a reforma seja concluída, o que dela falta concluir, no próximo dia 6 de maio, um sábado.

O evento fica por conta da prefeitura Municipal de Cuiabá e o prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro receberá as devidas reverencias da cuiabania, ainda mais agora que desmembrou a secretaria de Cultura e nomeou como secretário o cuiabaníssimo Francisco Vuolo, que já fora secretário com Robertão França.

Marília Beatriz de Figueiredo Leite, presidenta da Academia Mato-grossense de Letras (AML) não esconde a felicidade em ver a sede da entidade e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) com suas janelas e portas abertas para receber os confrades acadêmicos e membros históricos, bem como o público em geral.

Rememorando. Os 95 anos da AML, por conta dos atrasos da reforma da Casa Barão, em dezembro último, aconteceu no centenário Palácio da Instrução, no andar superior que – vamos combinar – para a turma da velhíssima guarda encarar os dois lances de escadas representou uma verdadeira maratona. As reuniões dos confrades chegaram a acontecer entre pães, como noticiou o acadêmico José Cidalino Carrara em seu perfil no Facebook.

A inauguração, é bom que se diga, é uma inauguração formal, portanto, como lembra a presidenta Marília Beatriz, que deve contar com a presença do mandatário maior do Iphan, a historiadora Kátia Bogéa, e, claro, da superintendente regional Amélia Hirata, pois afinal parte dos recursos foram do Governo Federal (do anterior, injustamente deposto, bem entendido, pois do atual com a economia para contemplar os rentistas, possivelmente Mato Grosso não verá grandes investimentos no curto prazo).

Voltemos à nossa Casa Barão de Melgaço. Presentes também, além do staff do prefeito, deverá estar, na reinauguração, muito provavelmente, o governador Pedro Taques, mesmo porque o Governo de Mato Grosso é parceiro da AML na construção da novíssima Biblioteca Estevão de Mendonça que vai ocupar o antigo prédio na Comandante Costa onde um dia abrigou a Seduc.

Marília Beatriz acredita que a cerimônia vai ser breve. Não é ela que comanda, bem entendido, mas o cerimonial da prefeitura. Os Crônicos, as danças, a música, num evento mais cultural, ficarão para uma segunda fase dos festejos de reinauguração da Casa Barão de Melgaço. “Nós estamos inaugurando o espaço Casa Barão de Melgaço, mas não estamos inaugurando a Academia”, detalha.

Ao falar nisso, a presidenta da AML, como sabemos, não tem papas na língua, aproveita para alfinetar a gestão anterior, do prefeito Mauro Mendes. “Não posso falar pelo IHGMT, mas pela AML posso dizer que estamos satisfeitos pela maneira como fomos recebidos pela atual gestão, diferente da gestão passada, com a qual não conseguimos nenhum diálogo”, lembrando que o ex-prefeito convidado formalmente pela entidade para os 95 anos, nem se dignou a mandar um representante. “O atual prefeito é cuiabano e está interessado nos espaços cuiabanos”, afirma.

A presidenta Marília Beatriz, porém, está entusiasmada com a possibilidade de parcerias com a prefeitura. “Podemos pensar uma oficina de poesia, de crônicas – que temos poucos aqui em Cuiabá – e, sobretudo de críticos literários”.

Falar em crítico, Marília Beatriz narra a história contada a ela pelo próprio Manuel de Barros que confessou que o primeiro crítico da obra do poeta foi nada mais, nada menos que Gervásio Leite. “Quando fui ao EUA, deixei cópia de um livro com o seu pai (Gervásio) e quando da edição do livro, a crítica já estava publicada”, conta. Essas oficinas, segundo Marília Beatriz, serão uma forma de levar para dentro da Academia aqueles escritores que não são agasalhados por ela.

As atividades da Academia Mato-grossense também serão retomadas. A primeira de todas é a eleição para uma cadeira conforme edital publicado no último dia 11, aqui mesmo neste DC Ilustrado. Será uma escolha pontual. “Abro o edital apenas para uma vaga, até setembro, quando encerra o meu mandato, me darei por satisfeita se essa vaga for preenchida”, disse.

A Casa Barão de Melgaço é definida pela poetisa como um espaço-tempo da inteligência cuiabana. “Aí, digo a você não é só da literatura, mas de todo o tipo de letra – história, geografia, direito, matemática... As cabeças pensantes são as mais diversas e estão lá dentro”.

A reforma da Casa Barão de Melgaço está dentro de um pacote de 16 obras do PAC Cidades Históricas, iniciada em 2015, que inclui também a restauração do Museu da Imagem e do Som (Misc), a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Casa Procon, Casarão 155, Casa Funai, Casa de Bem Bem, Casa 79, na Rua Pedro Celestino, e as praças da Mandioca, Senhor dos Passos, Caetano de Albuquerque, Alberto Novis e Escadaria do Beco Alto.

A Casa Barão está sendo entregue. Vamos torcer para que as demais obras também tenham a mesma sorte.

E Viva Cuiabá 300-2.



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