Domingo, 28 de maio de 2017 Edição nº 14718 20/04/2017  










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Desmatamento da Amazônia cai 32% no Estado

Dos 10 municípios mais críticos em relação ao desmatamento, oito são de Mato Grosso. A primeira posição fica com Marcelândia

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As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 88 quilômetros quadrados em fevereiro e março de 2017
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

Apesar de concentrar 60% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Mato Grosso tem reduzido os números. O boletim do desmatamento aponta que de agosto de 2015 a março de 2016 o Estado contabilizou 595 quilômetros de desmatamento. Já de agosto de 2016 a março de 2017 foram registrados 405 quilômetros de desmatamento. Uma redução de 32%.

Por outro lado, o Estado ficou responsável por 59% da degradação florestal. Comparando os períodos, agosto de 2015 a março de 2016 e agosto de 2016 a março de 2017, o aumento de áreas degradadas foi de 36%. Nos períodos foram registrados 2.263 quilômetros e 3.075 quilômetros de áreas degradadas respectivamente.

Dos 10 municípios mais críticos em relação ao desmatamento, oito são de Mato Grosso. A primeira posição fica com a cidade de Marcelândia que no levantamento passado estava na terceira posição. A cidade registrou neste balanço 10,6 quilômetros de área desmatadas, o segundo lugar ficou com Cujubim (RO) com 8,9 quilômetros de desmatamento. Em seguida aparecem: Claúdia, União do Sul, Paranaíta, Diamantino, Nova Maringá, todos em Mato Grosso. A lista segue com Rorainópolis (RR) e Itaúba e Colniza em Mato Grosso.

No levantamento geral segundo o Imazon, em fevereiro e março de 2017, foram detectados 97 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representou uma redução de 54% em relação a fevereiro e março de 2016, quando o desmatamento somou 212 quilômetros quadrados. Em fevereiro e março 2017, o desmatamento ocorreu no Mato Grosso (60%), Rondônia (16%), Pará (10%), Amazonas (8%) e Roraima (6%).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 88 quilômetros quadrados em fevereiro e março de 2017. Em relação a fevereiro e março de 2016 houve redução de 69%, quando a degradação florestal somou 281 quilômetros quadrados. A degradação ocorreu no Mato Grosso (59%), Amazonas (25%) e Pará (16%).

O levantamento revela ainda que 81% dos desmatamentos ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Unidades de Conservação (14%), e assentamentos de reforma agrária (5%). No período de fevereiro e março de 2017 não foram registrados desmatamento em terras indígenas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) informa por meio de nota que os estudos divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) compõem apenas um alerta que orienta os estados no planejamento das ações de fiscalização em campo ao longo do ano. “O combate ao desmatamento ilegal é prioridade para o governo de Mato Grosso. Devido ao incremento de 214% nas ações de fiscalização, a Sema registrou uma queda de 19% na taxa de desmatamento no estado, entre agosto de 2015 a julho de 2016, de acordo com dados preliminares do relatório de Monitoramento de Cobertura Vegetal do órgão ambiental, divulgados em novembro do ano passado” confirma.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e vice-governador, Carlos Fávaro, afirma que o estado está buscando meios de cumprir o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2020. "Em 2016, no primeiro ano desse compromisso, reduzimos em 19%, cumprindo a nossa meta. Foi um grande trabalho de fiscalização, de monitoramento, de multas aos crimes ambientais que resultou nessa redução".

Dados da SEMA- Mato Grosso reduziu nos últimos 10 anos cerca de 80% do desmatamento na Amazônia. A média de desmatamento que era de 5.714 km², entre 2001 e 2010, caiu para 1.129 km² este ano, com variações que compreendem: 1.120 km² (2011), 757 km² (2012), 1.139 km² (2013), 1.075 km² (2014) e 1.601 km² (2015). No ano passado foram fiscalizados 193,9 mil hectares por desmatamento ilegal. Os números mostram um aumento de 214% nas ações de fiscalização em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 61,6 mil hectares. O valor das multas aplicadas totalizaram R$ 314 milhões.



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