Domingo, 28 de maio de 2017 Edição nº 14716 18/04/2017  










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Câmbio cai, mas saldo MT se destaca

Dólar encerrou trimestre com desvalorização de mais de 15% ante 2016 e ainda assim, Mato Grosso teve 4º maior superavit do Brasil no período

DIVULGAÇÃO
Mato Grosso registrou superavit externo de US$ 2,91 bilhões, o 4º maior do Brasil no trimestre.
MARIANNA PERES
Da Editoria

O comportamento do câmbio nas exportações mato-grossenses tem causando o efeito chamado ‘perdas’ em razão da desvalorização acumulada ao longo desse primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado que chega a 15,8%.

A ‘invertida’, como alerta o economista Carlos Vitor Timo Ribeiro sobre as vendas externas até março, impôs ‘prejuízo de R$ 1,91 bilhão, por conta da depreciação do dólar frente ao real que no intervalo passou de uma média de R$ 3,704 no acumulado de janeiro a março de 2016 para R$ 3,120 em igual momento deste ano. Mesmo com a cotação da moeda norte-americana em queda, a valorização do preço de commodities agrícolas como a soja em grão, contribuíram para que Mato Grosso fechasse o período com superávit e esse saldo se destacou, sendo o quarto maior do país.

Mato Grosso registrou um superávit externo – exportações maiores que as importações - de US$ 2,91 bilhões, o 4º maior do Brasil, perdendo posição no ranking estadual para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará. O superávit do país foi de US$ 14,41 bilhões.

No ranking das exportações estaduais, nesse primeiro trimestre, a pauta mato-grossense ocupa a 7ª posição em receita, contribuindo com 6,5% do montante total do país. As exportações mato-grossenses no mesmo período foram de US$ 3,27 bilhões registrando queda de 13,8% em relação aos US$ 3,80 bilhões de 2016, mas recuperando as importações, com crescimento de 24,5% no mesmo período.

PERDAS CAMBIAIS – O economista da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro, explica que com o dólar médio desse ano, as exportações totalizam R$ 10,2 bilhões, contra R$ 12,1 bilhões com o dólar médio do ano passado. “Daí a diferença negativa de R$ 1,91 bilhão que denominamos ‘perda cambial’ com reflexos negativos para a economia mato-grossense, que tem nas exportações, contribuição expressiva na formação histórica do PIB estadual”.

Timo destaca que as exportações do complexo soja totalizaram US$ 2,49 bilhões registrando crescimento de 25% em valor, por conta do forte aumento dos embarques físicos de soja-grão e de óleo de soja. As vendas externas de farelo, ao contrário, registram queda em valor e em volume. “No período, respondemos por 36% do total dos embarques de soja-grão do país, por 37% do farelo, por 20% do óleo de soja e por 47% do volume exportado de farinha e pellets indicadores que mostram bem a importância dessa cadeia industrial instalada aqui no Estado”.

O economista chama à atenção para as exportações da cadeia produtiva de carne que nesse ano já totalizaram US$ 354,85 milhões, registrando crescimento de praticamente 20% em relação ao mesmo período do ano passado. “A continuidade desse desempenho positivo está ameaçada pela Operação Carne Fraca de consequências negativas ainda presentes no setor, principalmente no segmento bovino e que poderão ser contabilizadas ao longo dos próximos meses”.



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