Terça feira, 25 de junho de 2019 Edição nº 14712 11/04/2017  










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MT ‘livre sem vacinação’ até 2021

Estado, que detém o maior rebanho de bovinos do país está perto de conquistar o status de zona livre da aftosa sem vacinação, em quatro anos, erradicando doença.

ARQUIVO
Data faz parte do Plano Estratégico do Mapa para enfrentar os desafios da erradicação da doença
MARIANNA PERES
Da Editoria

Mato Grosso, detentor do maior rebanho de bovinos do país, vai retirar a vacinação contra a febre aftosa do seu calendário anual até 2021. A data foi anunciada durante o seminário internacional da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizado em Pirenópolis, em Goiás. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou, durante o encontro na semana passada, o plano para retirada da vacina em todo o país e até 2023 o Brasil deve conquistar do status de zona livre da aftosa sem vacinação.

Mato Grosso é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa com vacinação desde 2000. A febre aftosa é a principal barreira sanitária do mundo e as exportações de cortes bovinos são o principal item da pauta estadual, dentro do complexo carne. O último foco da doença no estado foi registrado janeiro de 1996. Mato Grosso conta com um rebanho de cerca de 30 milhões de cabeças.

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) participou do seminário juntamente com representantes do Instituto e Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) e da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). O diretor-técnico da Acrimat e médico veterinário, Francisco De Sales de Manzi, afirma que a retirada da vacina já e um caminho sem volta “O Mapa anunciou que até 2023 o Brasil deixa de vacinar contra a febre aftosa em todo o país. Agora começam os trabalhos técnicos que irão guiar as ações em todo o território. As discussões agora giram em torno de como será a retirada e não mais se será retirada”.

De acordo com Plano Estratégico para enfrentar os desafios da última etapa da erradicação da aftosa, o Mapa dividiu o país em cinco blocos. Os primeiros estados a extinguirem a vacinação serão Acre e Rondônia em 2019. Em 2020 está prevista a retirada da vacina no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima e os estados do Nordeste, com exceção do Sergipe e da Bahia. Em 2021 encerram a imunização nos estados do Centro-Oeste e Sudeste, na Bahia, no Sergipe e no Paraná. O bloco 5, composto por Rio Grande do Sul e Santa Catarina, também extingue em 2021.

Segundo Francisco Manzi, o produtor já está confiante com relação à erradicação da doença e extinção da vacina. “Mato Grosso está há 21 anos sem registro da doença e a América do Sul está desde 2006. Chegamos ao ponto em que temos a confiança, agora é preciso planejamento”.

O principal ganho para a pecuária com aquisição de status livre de aftosa sem vacinação é de mercado. Alguns países, como Japão, não importam carne de países que ainda vacinam.

“A aquisição desse status representa ganho de mercado e fortalecimento da nossa vigilância sanitária. Agora é preciso discutir junto com setor questões técnicas, de logística e até de exportação para que o país saia mais fortalecido deste processo”, afirma Francisco Manzi.

O diretor do Mapa, Guilherme Marques, explica que é preciso criar e manter condições sustentáveis para garantir o status do Brasil livre da febre aftosa sem vacinação. Para tanto, ressaltou, é necessário implementar uma séria de ações. Entre elas, a melhoria do sistema de segurança, com resposta mais rápida de todo serviço veterinário, diagnóstico de forma ágil e a reação do sistema com vista a debelar rapidamente eventuais focos.

Para Francisco Manzi, um país livre de aftosa não é aquele que vacina, mas aquele que consegue agir rápido e conter os riscos de disseminação em caso de registro da doença.

“O programa é muito importante para o processo de toda a cadeia produtiva brasileira. A proposta do governo brasileiro é muito consistente e apresenta prazo suficiente para que todos os envolvidos na cadeia possam se programar para a retirada da vacina”, disse o vice-presidente da Famato Francisco Olavo Pugliesi de Castro.

CALENDÁRIO - Mato Grosso imunizou 99,62% do seu rebanho de bovinos e bubalinos de durante a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa, realizada em novembro de 2016. Desde 2005 as etapas têm alcançado índices de vacinação superiores a 99%. Para se atingir os 100%, técnicos do Indea/MT vão a campo realizar a vacinação assistida.

Enquanto o status de livre sem vacinação não é declarado, a vacinação segue no Estado e em 2017 segue realizada em duas etapas, porém com o “calendário invertido”. A partir deste ano a vacinação nos municípios de Mato Grosso, com exceção da região do Pantanal, será feita diferente do que vinha sendo feita há anos. Na etapa de maio será realizada a vacinação de bovinos em todas as faixas etárias, de mamando a caducando, e em novembro serão vacinados os rebanhos de 0 a 24 meses. Até 2016, o calendário vacinal era realizado de maneira inversa. A medida foi tomada para entre outros objetivos, facilitar o manejo, já que em novembro tem início a estação chuvosa, o que prejudica os trabalhos a campo.



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