Sexta feira, 24 de fevereiro de 2017 Edição nº 14677 17/02/2017  










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Venda reduziu 3,8% em 2016 no Estado

Demanda pelo etanol teve a maior queda dos últimos anos, mais 14% e a gasolina teve um ano de vendas que há muito não se registrava com alta de 9%


A gasolina foi o único combustível, entre o mais demandados no Estado, a fechar o ano alta de 9%. Etanol desceu ladeira abaixo: -14%
MARIANNA PERES
Da Editoria

As vendas de combustíveis, em Mato Grosso, no ano passado registraram queda de 3,8% em relação a 2015, conforme dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). A retração do consumo em 2016 colocou fim a uma sequencia de oito anos de alta consecutiva. Na comparação entre o saldo de 2015 ante o contabilizado em 2014, o crescimento havia sido de pouco mais de 1%. A gasolina foi o único combustível, entre o mais demandados no Estado, a fechar o ano alta de 9%.

De acordo com a ANP, foram comercializados/consumidos durante o ano passado no Estado, 4,07 bilhões de litros de combustíveis ante 4,23 bilhões de litros em 2015, considerando todas as matrizes monitoradas pela Agência (gasolina C, etanol hidratado, gás liquefeito de petróleo (GLP), querosene de aviação, gasolina de aviação, óleo diesel, óleo combustível, querosene iluminante). Chama à atenção que novembro e dezembro tiveram os menores consumos mensais de 2016, 297,83 milhões de litros e 299,73 milhões de litros, respectivamente. Os principais combustíveis consumidos/comercializados no Estado, pela ordem, foram: óleo diesel, gasolina C e etanol hidratado.

Durante todo ano de 2015, em nenhum mês a gasolina tipo ‘C’, atingiu volume de vendas de 60 milhões de litros no Estado. Em dezembro do ano passado, o combustível voltou a beliscar momentos parecidos com a realidade de 2014, ano em que fechou com vendas acima de 600 milhões de litros, como fez em 2016. No ano passado, essa matriz voltou a ser opção com as seguidas altas sobre o valor de bomba do etanol, que em boa parte do ano, deixou de ser vantajoso na comparação financeira sobre o derivado do petróleo. Para haver vantagem ao biocombustível, o preço dele deve ser de até 70% do da gasolina. Nessa matemática, a gasolina fechou os 12 meses de 2016 com crescimento de 9% ao somar vendas anuais de 616,55 milhões de litros ante os 565,51 milhões de litros contabilizados no ano anterior.

Enquanto a gasolina ganhou mercado entre os mato-grossenses, o etanol hidratado recuou 14,2%, movimento registrado em 2016 pela segunda vez em sua série história, iniciada em 2000. As vendas caíram de 699,29 milhões de litros para 599,95 milhões no ano passado, mesmo com dezembro somando 53,54 milhões de litros em vendas, marcando o melhor mês do ano. Chama à atenção, é que conforme pesquisa da própria ANP, o preço médio do litro do etanol ao consumidor no Estado, segue na maior parte do ano, como o mais barato do Brasil. Nessa semana mesmo, a média é de R$ 2,73, seguido pelo estado de São Paulo, com média de R$ 2,75.

O óleo diesel teve queda anual de 3,3%, com as vendas passando de 2,67 bilhões de litros para 2,58 bilhões em 2016.

No país, a venda caiu 4,5% em 2016, somando 135,43 bilhões de litros, sendo essa a segunda queda seguida. Em 2015 o recuo foi de 1,9%.



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