Domingo, 26 de fevereiro de 2017 Edição nº 14650 11/01/2017  










FEBRE AMARELAAnterior | Índice | Próxima

Medo de surto faz sumir vacina contra a doença

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

A possibilidade de um surto da febre amarela tem causado uma corrida nas unidades de saúde. Em muitas delas, tanto em Cuiabá como em Várzea Grande as vacinas já não são encontradas. Até a rede particular está com as doses em falta e sem previsão de chegada.

A assessoria da Unimed confirmou que já não há mais vacina. A dose que custa R$ 185 para clientes Unimed e R$ 200 para os demais estão esgotadas. A assessoria afirma que houve um aumento expressivo nos últimos dias e que segue à espera de retorno do laboratório para aquisição de novos lotes.

Marley Santos diz que já esteve nesta semana em duas unidades de saúde em Várzea Grande e não conseguiu vacinar o filho. Um dos locais é a policlínica do Jardim Marajoara. “Levei meu filho para tentar vacinar, mas eles disseram que não tinha vacina. Já liguei em várias unidades e eles dizem que não têm vacina. Independentemente desta história de surto, eles dizem que temos que manter o calendário de vacinação em dia, mas não disponibiliza a vacina. Em Cuiabá não está diferente a minha amiga levou a sobrinha dela que vai viajar para vacinar em várias unidades e também não conseguiu nada”, disse Marley.

Na última sexta-feira o Ministério da Saúde comunicou à Organização Mundial de Saúde (OMS) a suspeita de surto de febre amarela. Até a data estavam contabilizados 12 casos suspeitos da infecção, com cinco mortes. Uma equipe foi destinada para investigar os casos.

Importante lembrar que a vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser dada a qualquer pessoa que reside ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata.

A doença - A febre amarela é provocada por um vírus, transmitido pela picada de mosquitos infectados. A infecção ocorre quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra a doença é picada por um mosquito infectado.

No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Mas, a preocupação é evitar o retorno da forma urbana da doença, feita por meio da transmissão do Aedes aegypti, cujo número de criadouros no País é considerado alto.

A febre amarela pode provocar a insuficiência hepática e renal. Os sintomas da doença são febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, prostração, náuseas e vômitos. O paciente também pode ter o quadro evoluído para uma diarreia acompanhada de vômitos, icterícia, diminuição da produção de urina, sangramentos e torpor. A doença pode levar à morte.



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