Sábado, 25 de março de 2017 Edição nº 14650 11/01/2017  










ACUSA/PRESÍDIOSAnterior | Índice | Próxima

Força Nacional desembarca em Manaus

MÁRCIA OLIVEIRA e CYNEIDA CORREIA
Especial para a AE – Manaus e Boa Vista

A primeira aeronave modelo C-99 trazendo a Força Nacional desembarcou ontem no Aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Crespo, na zona sul de Manaus, por volta das 4h55 (horário de Brasília, 2h55 no horário local), com 29 pessoas a bordo. Uma segunda aeronave modelo Hércules chegaria ainda pela manhã, com mais 71 homens. Ao todo, cem pessoas foram destacadas para compor a equipe que reforçará a segurança no Estado.

A medida faz parte do auxílio do governo federal a sete Estados que pediram ajuda para reforçar a segurança do sistema penitenciário local. Além do Amazonas e Roraima, também solicitaram ajuda Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazona (SSP-AM), a ideia principal é que o efetivo dê reforço na segurança do entorno das prisões, podendo dar apoio às barreiras, ajudar na recaptura de fugitivos, escolta e guarda de presos que eventualmente precisem se deslocar para algum tribunal, por exemplo.

RETORNO

Os 20 detentos que haviam sido transferidos na manhã de segunda-feira para a unidade prisional de Itacoatiara, na região metropolitana de Manaus, estão retornando para a capital. A informação foi confirmada pelo comando da operação.

A Polícia Militar (PM) informou que a transferência atente determinação da juíza de Execuções Penais do município, Dinah Câmara, para que os detentos retornem à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no centro da capital.

RORAIMA

O voo com integrantes da Força Nacional chegou à Base Aérea de Boa Vista no início da tarde de ontem para reforçar a segurança nos presídios do Estado. O avião modelo Hercules da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou na capital roraimense por volta das 12h20 no horário de Brasília (10h20 no horário local). Uma segunda aeronave deve chegar à capital ainda nesta tarde.

Os agentes desembarcaram com 5 toneladas de equipamentos e foram recebidos pelo secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro. "Vamos nos reunir hoje à tarde para especificar as missões e atuações dos agentes dentro e fora dos presídios", disse.

A medida faz parte do auxílio do governo federal ao Estado, que solicitou reforço na segurança do sistema penitenciário após a morte de 46 detentos nos últimos quatro meses em rebeliões nos presídios.

O efetivo deve auxiliar na segurança do entorno dos presídios, na recaptura de fugitivos e na escolta e guarda de presos em caso de deslocamento. Eles não devem substituir os agentes penitenciários dentro das cadeias.

O governo de Roraima também pediu mais R$ 9 milhões em recursos, armas e munições e a transferência de oito líderes de facção criminosa para presídios federais. Hoje, 18 detentos integrantes de facções criminosas no Estado estão em presídios federais.

MASSACRE EM MANAUS

Um sangrento confronto entre facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou 56 mortos entre a tarde de 1º de janeiro e a manhã do dia 2. A rebelião, que durou 17 horas, acabou com detentos esquartejados e decapitados no segundo maior massacre registrado em presídios no Brasil - em 1992, 111 morreram no Carandiru, em São Paulo.

Treze funcionários e 70 presos foram feitos reféns e 184 homens conseguiram fugir. Outros quatro presos foram mortos no Instituto Penal Antonio Trindade (Ipat), também em Manaus. Segundo o governo do Amazonas, o ataque foi coordenado pela facção Família do Norte (FDN) para eliminar integrantes do grupo rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Cinco dias depois, o PCC iniciou sua vingança e matou 31 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, Roraima. A maioria das vítimas foi esquartejada, decapitada ou teve o coração arrancado, método usado pelo PCC em conflitos entre facções.

Com 1.475 detentos, a PAMC é reduto do PCC, que está em guerra contra a facção carioca Comando Vermelho (CV) e seus aliados da FDN. Roraima tem 2.621 presos - 900 dos quais pertenceriam a facções, a maioria do PCC. No total, 27 facções disputam o controle do crime organizado nos Estados.

A guerra de facções deixou o sistema penitenciário em alerta, os e governadores de Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul pediram ajuda do governo federal com o envio da Força Nacional. Amazonas foi o primeiro Estado a receber o auxílio. A crise é tamanha que, segundo o Conselho Nacional de Justiça, são necessários R$ 10 bilhões para acabar com déficit prisional no País.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




20:32 Concessionária anuncia R$ 474 milhões para este ano
20:31 Colheita vai a 68% no país, segundo atualização AgRural
20:08 Austrália ganhou vantagem enorme nas vendas de carne
20:08 Varejistas recolhem marcas suspeitas
20:08 Preço da arroba do boi cai nas principais praças de MT


20:07 Estados Unidos decidem manter importações
20:07 Governo determina recall de produtos
19:51 Três assaltantes de residências são presos
19:45 Pedreiro é baleado por ex-cunhado
19:44 Revendas de celular são vítimas
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2015