Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 14633 17/12/2016  










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Clima vem ajudando, avalia Famato

MARIANNA PERES
Da Editoria

O clima vem sendo o principal ‘adubo’ da safra 2016/17 de Mato Grosso. Com esse grande aliado e potencializador para resultados positivos, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), confirmou avalizou na manhã de ontem suas perspectivas de aumento na produção para 2017. “Até o presente momento, às vésperas do início da colheita dos primeiros talhões da soja precoce, temos um ambiente climático diferente do que foi em 2016, quando o clima foi o grande vilão da quebra de safra na agricultura”, pontuou o presidente da entidade, Rui Prado.

As estimativas da Famato foram apresentadas ontem, por meio do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), durante coletiva de imprensa, no auditório da entidade. Segundo o gestor técnico do Imea, Ângelo Ozelame, 2016 foi um ano atípico. A produção caiu de 28 milhões de toneladas (t) para 27,8 milhões t. “Foi uma queda expressiva devido aos problemas climáticos que acabaram impactando negativamente sobre a produtividade, principalmente nas regiões médio norte e nordeste do Estado. Esta queda somada a do milho e do algodão, fez com que Mato Grosso deixasse de produzir pouco mais de 8 milhões de toneladas no ciclo, o que em cifras tirou de circulação da economia local, algo em torno de R$ 3,5 bilhões”.

Tanto para a agricultura quanto para a pecuária o ano de 2016 foi conturbado. Na agricultura houve uma quebra de safra nas principais culturas como: soja, milho e algodão. Isso impactou expressivamente no Estado. Os preços ficaram elevados e a alta do dólar também influenciou na tomada de decisão dos produtores.

A pecuária também foi impactada pelo do preço do milho. Na bovinocultura de corte houve um abate maior, porém, a expectativa de ter preço maior no final do ano não aconteceu. Os confinadores enfrentaram bastante dificuldades com a margem apertada devido ao custo de produção de reposição que estava alto em 2016 e também pelo elevado preço do milho, um dos principais ingredientes para fazer o confinamento. Isso acabou reduzindo a oferta inicial de animais terminados em confinamento em cerca de 50 mil cabeças.

2017 - A expectativa do Imea para 2017 é de que a agricultura tenha uma retomada de produção. Os preços ainda estão potencializados em virtude do dólar. “Em 2017, o dólar vai ser o balizador dos preços aqui para Mato Grosso. O custo de produção é o ‘Calcanhar de Aquiles’ do produtor. O custo está elevado e está onerando a lucratividade do produtor”, afirmou Ozelame.

Quanto à perspectiva para a pecuária, Ozelame afirmou que ela já está revertendo e a expectativa é de mais animais aptos a serem abatidos. “O alerta para os pecuaristas em 2017 é que vai ser um ano desafiador, porém, o produtor que estiver atento às expectativas de mercado vai conseguir ter boas oportunidades”, orientou o gestor técnico.



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