Domingo, 20 de outubro de 2019 Edição nº 14628 10/12/2016  










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Monsanto quer fatia do mercado digital

Líder mundial em biotecnologia dá passos largos sobre agricultura de precisão e funde ‘inteligências’ na busca de produtividade e do negócios

DIVULGAÇÃO
Fusão de ‘inteligências’, da semente ao algoritmo, faz parte da estratégia da Monsanto para o mercado
MARIANNA PERES
Editora de Economia *Enviada Especial a São Paulo

A partir de 2017, a multinacional de agricultura e biotecnologia Monsanto quer ser conhecida e reconhecida no Brasil para além da produção do herbicida glifosato (Roundup) da qual é líder mundial. A norte-americana está dando um passo além da biotecnologia para fazer a ponte com a agricultura digital, ao apresentar durante um almoço para a imprensa em São Paulo, na última quarta-feira, serviços digitais a campo, que grosso modo podem ser resumidos como uma evolução da agricultura de precisão, aquela que gera dados e que agora por meio de uma nova ferramenta, o Climate FieldView, poderá trabalhar cada informação dentro de cada hectare, de cada fazenda por cada produtor.

De forma experimental, 100 produtores de atual safra, a 2016/17, estão testando o sistema nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. O lançamento efetivamente comercial, que deverá ser vendido em forma ‘pacotes’, que poderá ser negociado em hectares, está previsto para ocorrer em até 18 meses.

Como explica o líder da The Climate Corporation para a América do Sul, Mateus Barros, o FieldView é uma solução digital que permitirá ao produtor obter e gerenciar informações de sua lavoura por meio da geração automática de mapas e relatórios de plantio e colheita, marcações georreferenciadas de monitoramento e integração de informações de diferentes fontes. “Produtores de quatro estados que é composta por um aplicativo, sensores e ipads instalados nas máquinas agrícolas, que captam as informações do campo e as transferem para a nuvem na internet por meio de banda larga. Como apenas 10% das lavouras brasileiras têm 3G ou wifi no campo capacitamos a plataforma para também armazenar dados mesmo sem sinal de internet”, completa.

Mateus Barros pontua ainda que a ideia é que o produtor rural tenha relatórios com mapas e coordenadas geográficas de sua propriedade que mostrem a performance das máquinas e o potencial produtivo de cada área da fazenda, permitindo avaliar maneiras de aumentar a produtividade, entre elas, está o momento mais crítico da lavoura o plantio. “Como monitorar a velocidade das plantadeiras e saber a te que ponto a velocidade está impactando ou não na distribuição das sementes, o que poderia a vir a prejudicar a população das plantas e comprometer a produtividade. Com a tecnologia nas mãos, qualquer problema é detectado na hora podendo ser revertido a tempo”.

A The Climate Corporation foi adquirida pela Monsanto e passou e ser uma subsidiária da Monsanto Company. Nos Estados Unidos, o conjunto de soluções Climate FieldView já caminha para atingir mais de 37 milhões de hectares cadastrados na plataforma. São 100 mil agricultores registrados que, além de utilizar os serviços gratuitos da Climate, requisitaram serviços pagos para 6 milhões de hectares que já estão mapeados em alta resolução.

DOBRADINHA – Para quem esperava um anúncio em biotecnologia de soja ou de milho para a safra 2017/18, por exemplo, se surpreendeu com a declaração de líder (CEO) da Monsanto na América Latina, Rodrigo Santos, quando apresentou a plataforma FieldView, deixando claro a diversificação da multinacional. Como ele mesmo explicou que tudo, desde as pesquisas nos laboratórios, até o lançamento da Intacta, a variedade mais demandada da Monsanto atualmente, como a nova plataforma digital, converge para um único objetivo: ampliar a produção por meio do ganho de produtividade, e é claro, fidelizar o produtor. “Em Mato Grosso, por exemplo, onde se faz duas safras, um produtor toma cerca de 100 decisões por ciclo e quanto mais acesso à tecnologia ele tiver, mais acertos ele terá e isso tudo vai impactar positivamente na produtividade e na rentabilidade dele. Nosso objetivo é permitir cada vez mais o ganho de produtividade pela melhoria na tomada de decisão e isso vimos ser possível pela fusão da agricultura digital com a biotecnologia”.

Como esclarece Santos, as decisões que precisam ser tomadas durante a safra vão desde a escolha do tipo de semente, a adubação, o uso de defensivos até a época de colheita, a escolha de equipamentos, o armazenamento, transporte e comercialização. “O uso da tecnologia da informação, com algoritmos e redes neurais, possibilita analisar as áreas dos talhões de cultivo para entender suas características e fornecer informações relevantes sobre a produtividade do todo e de cada uma delas de forma separada”.

Ele assevera que ao aproveitar a particularidade de cada metro quadrado de um talhão é possível maximizar a produção, o que se faz cada vez mais fundamental diante do desafio de alimentar mais de 9 bilhões de pessoas em 2050. “O avanço da ciência de dados na agricultura será fundamental para auxiliar na adaptação da atividade junto aos desafios complexos impostos pela crescente demanda por alimentos, bem como pelas mudanças climáticas, que trarão ainda mais ameaças à segurança alimentar e aos sistemas agrícolas”.

Sobre os investimentos em biotecnologia, Rodrigo Santos deixou bem claro que a agricultura digital não se sobrepõe à atividade que é o carro-chefe da companhia, “ela maximiza o resultado de outras tecnologias", afirmou. Ele disse que uma nova geração de sementes transgênicas de soja está em fase de pesquisa, com lançamento previsto para 2020 ou 2021. (* Viajou a convite da Monsanto)



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