Segunda feira, 25 de setembro de 2017 Edição nº 14504 14/06/2016  










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Rui Matos conta história de amor pantaneira

Com 25 anos de jornalismo, o novo romancista, nascido em Rondonópolis, estreia com romance que resgata personagens e o falar característico do Pantanal mato-grossense

JOÃO BOSQUO
Da Reportagem

O Fato

Mais um romancista na praça. Cuiabá, Mato Grosso, nunca teve tantos romancistas publicando obras com o atual momento literário que estamos vivendo. Não quero, mas sei que vou cometer a injustiça ao deixar nomes de fora, mas de memória posso citar o causídico Eduardo Mahon, com o seu “O Cambista”, e está com o seu “O Fantástico Encontro de Paul Zimmermann.” sendo encaminhado para a gráfica; o economista Maurício Munhoz, com o seu romance histórico “Rota de Fuga”, que está na lista dos mais vendidos da loja virtual Amazon e agora a ‘hora e a vez’ do jornalista Rui Matos com o livro vencedor do prêmio Mato Grosso de Literatura, “Agnus Dei – No mar de Água Doce”, que será autografado nesta terça-feira, no lançamento coletivo que vai animar as noites frias do Paiaguás, cercado pelos grevistas do RGA.

O autor

O jornalista Rui Matos é jornalista na acepção da palavra. Gosta de ser jornalista e exerce a profissão por ofício. Só que o jornalista – como deveria ser todos os jornalistas – gosta de ler e lê muito desde os tempos de criança. Nascido na fazenda Ouro Branco – na qual a cultura do algodão era o forte – como foi na origem de Rondonópolis denominada “Princesinha do Algodão”. Da fazenda foi para a sede do município onde estudou os primeiros anos e mais tarde para fazer o segundo grau, hoje ensino médio, na cidade de Jaciara e veio se formar em Jornalismo na nossa UFMT.

No entremeio disso tudo, Rui Matos foi uma criança pra lá de normal, como todas as crianças de sua geração, gostava de descobrir coisas e por isso era um especialista em desmontar coisas – relógios tipo despertadores, ventiladores e bicicletas. Bicicletas, vamos combinar, é mais fácil de remontar... Relógio, nem pensar. Esse descobridor de coisas ainda continua só que com outro foco: sentimentos.



Depois de 25 anos de redação, dez deles como editor da revista RDM, que já foi uma das mais conceituadas revistas da região, aparece o escritor romancista. Veja bem. No caso de Rui Matos não teve um processo de amadurecimento de escrever poemas, depois contos e finalmente abraçar o romance... Não. O pouco que teve foram crônicas e ensaios escritos e publicados ao longo dos anos na revista. Vou roubar uma expressão de Onofre Ribeiro – o nosso quase decano – que escreveu uma das orelhas: “Ninguém passa pelo jornalismo impunemente” e o romance “Agnus Dei – No Mar de Água Doce” é a prova.

O livro

A obra que chega às mãos do leitor mato-grossense (em primeiro lugar), segundo a resenha que fiz com o autor, é uma história de amor inspirada em fatos reais. A história de Dona Doninha com o vaqueiro Odário, de Poconé, lá pelos anos trinta do século passado, na quais os dois se apaixonam... O livro não conta essa história, mas se inspira nela para dar início ao enredo, que ganha características épicas, nesse cenário deslumbrante que é o Pantanal mato-grossense.

No romance são Cecília e Agnus. Doninha, repara, é um apelido. Uma das características da gente cuiabana, que atravessa Livramento, passa por Poconé e povoa todo o Pantanal, é de por apelidos. Num trecho breve, num diálogo entre José Leôncio, o Zé Preto e João do Carro de Boi são citados Tonho, Poeta Zé Bento, Dona Barrigudinha Rabo Fofo, Finadina Sem Frente, Babuíno Orelha de Tacho, Sinhô Miranda, Vicente Mais ou Menos, Tião Mulato, Zé Nanico, João Facudo, Messias Doido, Nelinho da Serra. E na narrativa dessa história são 280 expressões regionais, nas quase 290 páginas do livro, sem nenhum exagero regionalista, portanto.

O evento

A entrega dos troféus e lançamento das obras selecionadas no “I Prêmio Mato Grosso de Literatura”, para o nosso Rui Matos e os demais, acontece nesta terça-feira, 14, às 19h30, no Salão Nobre “Cloves Vetoratto”, no Palácio Paiaguás, com a provável presença do governador José Pedro Taques, mas tá confirmado a presença de Ricardo Medeiro Ramos Filho, neto de Graciliano Ramos, um dos pareceristas do prêmio. Digo provável, pois na última entrega de prêmios, na área audiovisual, o convite anunciava, mas o político não apareceu.

@joaobosquo / joaobosquo@gmail.com



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