Segunda feira, 24 de novembro de 2014 Edição nº 9925 18/04/2001  










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Proibida venda de merthiolate e mercúrio

As farmácias e os laboratórios terão 60 dias para retirar os produtos do mercado

LISANDRA PARAGUASSÚ E LEILA SUWWAN
Da AF – Brasília

Produtos a base de mercúrio usados para limpar ferimentos, como o mercúrio-cromo e o tiomersal (princípio ativo da marca Merthiolate), estão proibidos de serem produzidos ou vendidos no país a partir de hoje.

Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que será publicada hoje, suspende a venda dos produtos no país. As farmácias e os laboratórios terão 60 dias para retirar os produtos do mercado.

A intenção da Anvisa é diminuir a oferta de produtos que contenham o mercúrio, um metal pesado, na fórmula. Em doses altas, o metal pode provocar intoxicação e diversos problemas de saúde, principalmente no fígado.

Os anti-sépticos usados em machucados têm doses muito pequenas de mercúrio e, sozinhos, não fazem mal à saúde. “O problema é a soma de fontes do metal a qual a pessoa está sujeita", disse o presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina. “Queremos diminuir ao máximo as fontes possíveis de mercúrio."

Em hospitais, o mercúrio-cromo e o tiomersal não são mais usados desde 1991.

Segundo Vecina, a medida foi adotada porque em atendimentos hospitalares normalmente a superfície a ser limpa é muito grande, o que necessitaria uma grande dose de mercúrio-cromo, podendo aumentar a absorção do metal.

A Anvisa não sabe quantos produtos a base de mercúrio são vendidos hoje porque não é necessário o registro na agência.

“A suspensão da venda não é uma notícia muito preocupante", afirmou o ministro da Saúde, José Serra. “Um ferimento doméstico pode ser melhor tratado com água e sabão."

Segundo o ministro, também existem outros produtos que podem substituir com vantagem a limpeza de ferimentos domésticos. Um exemplo são os anti-sépticos feitos com iodo.

A resolução da Anvisa será publicada hoje no “Diário Oficial" da União. As empresas que não retirarem seus produtos do mercado nos próximos 60 dias serão autuadas e poderão ser multadas.

Os valores variam de R$ 2.000 a R$ 50 mil, dependendo do tipo de infração.

Recomendações - Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada em 1998, já tratava do uso de anti-sépticos e esterilizantes. De acordo com a medida, não era recomendada a utilização de fórmulas contendo acetona, éter, clorofôrmio e mercuriais orgânicos, como tiomersal, com a finalidade de anti-séptico.

A portaria 2.616 do ministério também estabelece normas para o controle de infecções hospitalares.



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