Sexta feira, 20 de setembro de 2019 Edição nº 14342 06/11/2015  










EFEITO DAS MEDIDASAnterior | Índice | Próxima

Inflação na meta só em 2017

Da Da Agência Brasil – Brasília

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Altamir Lopes, disse ontem que a inflação só deve ficar na meta, em 4,5%, em 2017. Lopes disse que o BC adotará as medidas necessárias para o cumprimento da meta. O diretor apresentou, em Brasília, o Boletim Regional, publicação trimestral do BC, com indicadores econômicos por regiões do país.

“O Banco Central não jogou a toalha nunca. O Banco Central tem agido. Desde março de 2013, esse ciclo de alta é uma das mais fortes da história”, disse Lopes. O Copom elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes consecutivas. Nas duas últimas reuniões, no entanto, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.

“A posição do Banco Central é manutenção da taxa de juros por período suficientemente prolongado e, se necessário, adotará medidas para o cumprimento da meta”, disse o diretor.

Segundo do diretor, o BC vai trabalhar para levar a inflação o mais próximo possível da meta, em 2016 e chegar a 4,5%, em 2017. O diretor também disse não vê a possibilidade de rompimento do limite superior da meta, 6,5%, em 2016.

Anteriormente, o BC esperava chegar à meta de inflação no próximo ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros a Selic, a expectativa mudou para 2017. Na ata da última reunião do Copom, o BC diz que as indefinições e alterações significativas na meta fiscal mudam as expectativas para a inflação e criam uma percepção negativa sobre o ambiente econômico.

No último dia 27, o governo anunciou que o Orçamento de 2015 deverá ter uma meta de déficit primário de R$ 51,8 bilhões, que corresponde a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Esse valor não inclui os atrasos nos repasses a bancos públicos. Inicialmente, a meta para União, estados, municípios e estatais correspondia a R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para este ano. Em julho, por causa da queda na arrecadação federal, a equipe econômica diminuiu a meta para R$ 8,74 bilhões, 0,15% do PIB.

Lopes disse ainda que há redução de despesas do governo, mas as receitas estão caindo mais. O diretor acrescentou que a redução da inflação em 2016, em relação a este ano, será intensa. De acordo com as expectativas de instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve sair de 9,9%, este ano, para 6,3%, em 2016.

Para o diretor do BC, as perspectivas de longo prazo são de melhora para a atividade econômica, com inflação sob controle, ajuste fiscal em andamento, aumento das exportações e substituição de importações e perspectiva de melhora na economia global.

O diretor acrescentou que o dólar tem subido mais no Brasil do que em outros países da América Latina devido à influência de fatores não econômicos. Para Lopes, setores exportadores da economia devem se “beneficiar de forma significativa” da alta do dólar.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




18:14 Embarques de milho somam US$ 1,34 bi em agosto, alta de 169,2%
18:13 Confinamento impulsiona abates em MT
18:02 Selma muda para o Podemos
18:02 BOA DISSONANTE
18:01 Ajuste no lugar errado


18:01 Medidas cautelares e prerrogativa de foro
18:00 Força feminina
17:59 Pivetta assume governo pela primeira vez
17:59 Revisão aponta superávit de R$ 121 milhões
17:59 Vereador entrega cargos que possuía na Prefeitura
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018