Segunda feira, 19 de novembro de 2018 Edição nº 9917 09/04/2001  










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Guga volta a falhar nos tie-breaks

Da Agência Folha – Florianópolis, SC

Um “detalhe", que já virou rotina, e a pressão de buscar a vitória em desvantagem no placar geral do confronto fizeram Gustavo Kuerten viver ontem, na cidade que nasceu, uma das maiores decepções da sua carreira ao perder para Lleyton Hewitt, no resultado que classificou a Austrália e eliminou o Brasil da Copa Davis.

“Tem um lado psicológico. Se a gente não estivesse perdendo por 2 a 1 seria melhor, a pressão não seria tão grande. A situação de ter que entrar para ganhar dificulta", disse o tenista brasileiro, que cometeu erros em vários momentos decisivos no confronto contra a equipe australiana.

Sempre com Kuerten em quadra, o duelo entre os dois países teve seis tie-breaks.

Em cinco deles, dois apenas na partida de ontem e três no jogo de duplas, o Brasil saiu derrotado. “Faltou concentração nos detalhes", disse Kuerten, que, apesar da sua explosão no ranking mundial desde o ano passado, tem um desempenho sofrível em tie-breaks na temporada.

Em 2001, contabilizando apenas as partidas individuais, ele decidiu um set dessa forma em dez oportunidades, com apenas duas vitórias, o que significa um aproveitamento de 20%, o pior em um só ano da sua vida.

Antes, sua pior performance havia acontecido em 1997, quando triunfou em 33% dos tie-breaks que disputou. Em relação ao ano passado, quando venceu 54% das decisões desse tipo, seu desempenho agora despencou bastante.

“Sei lá o que acontece com os tie-breaks. Acho que tenho de jogar melhor antes para não chegar neles. A chance de eu perder um tie-break é muito grande", afirmou Kuerten, que, a despeito da derrota de hoje, continua sendo o brasileiro com o melhor aproveitamento de vitórias em jogos de simples entre os jogadores do país com pelo menos cinco partidas individuais pela Davis.

Desde o início do dia, quando saiu do vestiário e entrou na quadra, o brasileiro mostrava um comportamento diferente do habitual.

Sem sorrir e com muita tensão em seu rosto, não respondeu com acenos, como sempre faz, aos gritos dos torcedores que se acotovelavam ao lado da passarela que leva os tenistas para a arena da avenida Beira-Mar.

No jogo, esse comportamento também se repetiu. Contra um rival que gritava e comemorava quase todos os pontos, Kuerten economizava nos gestos e até nas reclamações contra a arbitragem, que marcou vários pontos para o tenista australiano em jogadas duvidosas.

A frieza do brasileiro passou para as arquibancadas, que, com a exceção de alguns palavrões dirigidos para Hewitt, permaneceu praticamente calada no terceiro set, quando a virada já parecia muito difícil.

Quanto à pressão de jogar diante da sua torcida, Kuerten disse não haver problemas. “Isso não é o caso, já ganhei partidas importantes assim", disse.

Pelas estatísticas da partida, fica claro que faltou para o brasileiro, como ele próprio afirmou, ´concentração nos detalhes".

Kuerten conseguiu mais aces (12 contra 6), cometeu menos duplas-faltas (2 contra 4) e venceu mais pontos no seu serviço (73% contra 71%).

Em compensação, além das derrotas no tie-break, não aproveitou as oportunidades que teve para abrir vantagem. Em toda a partida, não conseguiu quebrar o saque do rival uma vez sequer - falhou nas três chances que teve.

Já Hewitt, no fundo da quadra praticamente durante todo o tempo, conseguiu aproveitar, no segundo set, uma das suas duas únicas chances no jogo para conseguir a única quebra de saque do confronto de ontem.

“Se eu tivesse tido mais inspiração, as minhas chances seriam maiores", disse o brasileiro, que agora tem uma vitória e uma derrota contra Hewitt.

Sem mais compromissos pela Copa Davis no ano, Kuerten se volta agora novamente para o circuito profissional, em que ocupa hoje o segundo lugar do ranking de entradas da ATP.

Na próxima semana, terá uma grande chance de retomar a ponta do ranking no Masters Series de Monte Carlo, quando entra nas quadras de saibro do principado sem a responsabilidade de defender pontos, já que foi eliminado na primeira fase do torneio no ano passado.

Sua tarefa pode ser facilitada pelo atual líder, Marat Safin, que desfalcou a Rússia, por contusão, na derrota para a Suécia pela Copa Davis neste fim de semana.



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