Segunda feira, 12 de novembro de 2018 Edição nº 9916 08/04/2001  










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Homenagens ao imperador sem trono

Da Reportagem

Assim como já ocorrera por ocasião da abolição da escravatura - assinada em 13 de maio de 1888, mas cuja notícia só chegaria aos mato-grossenses no dia 6 de junho -, a distância de Cuiabá aos grandes centros do litoral fez com que, durante vinte e quatro dias, Mato Grosso fosse o último reduto do poder imperial no Brasil.

Um momento propício a situações inusitadas, cuja lembrança, hoje, deverá provocar embaraços em muita gente. No dia 15 de novembro último, por exemplo, enquanto Deodoro ocupava com suas tropas o Campo de Santana, no Rio de janeiro, a sessão legislativa por aqui era cancelada por falta de quórum.

No domingo (17), o semanário do Partido Liberal “A Província de Mato Grosso”, de nº566, destacou em suas manchetes um acordo sobre a propriedade intelectual em língua portuguesa, firmado entre “o governo de sua majestade o Imperador do Brasil e o governo de sua majestade El Rey de Portugal”. Não sabia que, naquele mesmo dia, o Imperador e toda a família real já embarcavam no navio Alagoas rumo ao exílio em Portugal.

No dia seguinte (18), na Assembléia Provincial, houve manifestações de apoio ao Imperador Dom Pedro II que, a 15 de julho, havia saído ileso de atentado. A mesma casa aprovou, a 2 de dezembro, moção congratulatória ao nobilíssimo governante, que completava então 64 anos.

Na véspera da chegada da notícia (8 de dezembro), um suntuoso baile, em homenagem ao presidente da Assembléia Provincial, Generoso Ponce, movimentou a casa do Capitão João Batista de Oliveira Sobrinho.

Chovia muito na capital, mas a festa durou até a meia-noite, tendo os anfitriões feito subir ao céu uma girândola de foguetes, em meio a gritos de “Viva a Sua Majestade”.

Destronado, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael de Gonzaga, Dom Pedro II, já deve estar na terra de seus pais, a caminho da cidade do Porto. (RV)

A 31 de janeiro de 1890, Coelho funda em Cuiabá o Partido Nacional Republicano. A 27 de julho do mesmo ano, Ponce, descontente, cria o Partido Republicano.



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