Terça feira, 18 de setembro de 2018 Edição nº 9916 08/04/2001  










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Médico pede que a população se conscientize sobre o mal

Da Reportagem

É grande o número de cuiabanos que, na tentativa de explicar, ou entender, o que está acontecendo na capital, apelam para misticismos, semelhantes àqueles surgidos nas epidemias do século passado – em 1758, por exemplo, uma moléstia pulmonar foi atribuída à passagem de um cometa. Para o castigo, como se referem à bexiga, não haveria remédio.

Mas ele existe e é preciso que a população de conscientize disso, para que seja possível enfrentá-lo a tempo. É o que defende o médico Dormevil José dos Santos Malhado, autor de um guia sobre os sintomas e o tratamento da doença, distribuído em julho à população.

Segundo ele, quando os sintomas tradicionais da bexiga – perda do apetite, vermelhidão nas bordas da língua e as erupções na pele, entre outros - se manifestam de forma branda, na variedade benigna, o tratamento pode ser considerado simples.

“Devemos tomar bebidas ligeiramente sudoríficas, assim como chá de folhas de sabugueiro, de borragem, de casquinha de limão, de folha de laranja, de flores de tília ou malvas com oito a vinte gotas de tintura de aconito”, diz o médico, recomendando ainda cuidados especiais com a assepsia do doente.

Mesmo nos casos graves da bexiga, a chamada confluente ou pele de lixa, os sintomas podem ser atenuados com o acompanhamento diário da família e o uso de remédios. Segundo Malhado, a reação deve ser imediata ao surgimento de novas complicações.

“Havendo inflamação intensa da pele, desconfiando-se que se torne interna e que ataque órgãos importantes à vida, tendo o doente um pulso cheio e duro, não se deve temer fazer uma sangria no braço, e é esta uma das primeiras indicações”, relata o médico.

Se o doente manifestar sono intenso, febre e dores na nuca, diz Malhado, deve-se fazer uso de supositórios ou buchas feitos com o sumo de laranja azeda, pólvora e suco de gengibre. Se for o caso, o mesmo sumo de laranja azeda pode ser complementado com sabão preto, raspas de pinhão, cachaça e duas ou três pimentas malaguetas.

No período de inflamação intensa da pele, sanguessugas devem ser aplicadas atrás das orelhas e no pescoço. O médico também recomenda que se unte a porção infeccionada com nata de leite e óleo de amêndoas doces, friccionando as pústulas até a queda das crostas.

“Não convém de forma alguma que os doentes as arranquem antes de secarem completamente, pois ficariam na face cicatrizes profundas que a desfigurariam”, alerta Malhado. (RV)



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