Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 9916 08/04/2001  










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Disputa entre as cidades arrasta-se há anos

Da Reportagem

Uma disputa ferrenha entre Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade arrasta-se há anos. A situação para a região do Guaporé agravou-se quando o penúltimo capitão-general, João Carlos Oeynhausen de Gravenburgo, fixou residência em Cuiabá. Foi uma época em que a atual capital vivia em festa: músicas, peças teatrais e comemorações que duravam meses eram rotina – e, nesse caso, não apenas para a elite.

Nos tempos de Francisco de Paula Magessi, as coisas ficaram diferentes. Nos seus 19 meses de governo – 18 deles passados em Cuiabá – adotou medidas drásticas de contenção dos gastos públicos. É possível recordar as quadrinhas anônimas que espalharam-se pela atual capital, ironizando a situação: “Ai, Jesus! Que vou morrer! Quanto serviço, tão pouco comer.”

Foi no governo de contenções de despesas de Magessi que vários órgãos públicos - a Junta de Justiça, o Desembargo do Paço, a Casa do Tesouro e a Casa de Fundição - foram transferidos para Cuiabá.

Mas, no 18º mês de governo, Magessi mudou-se para Vila Bela. Foi quando a elite cuiabana, incomodada com sua forma de governar – e sentindo no bolso o aumento das taxas - planejou sua deposição. As lideranças políticas cuiabanas elegeram então, por conta própria, uma Junta Governativa, presidida pelo bispo Luís de Castro Pereira.

Criou-se, então, uma encruzilhada. A elite de Vila Bela formou, por sua vez, outra Junta Governativa, cujo presidente era o vigário José Antônio de Assunção Batista. Mas, na disputa entre os governos Paralelos, Cuiabá ganhou sua primeira grande vitória: em 1822, D. Pedro I reconheceu como válida a Junta Governativa cuiabana. Logo em seguida, o Brasil tornava-se independente de Portugal – o que sepultaria de vez a função de Vila Bela como protetora da fronteira.

Depois dos tempos dos capitães-generais, a liderança do Executivo ficaria a cargo dos presidentes de Província, que hoje corresponderiam aos governadores de Estado.

Fontes de pesquisa para esta matéria: “Revivendo Mato Grosso”, de Elizabeth Madureira; “Síntese da História de Mato Grosso”, de Lenine Póvoas, “Por uma Poética da Arquitetura”, de Júlio De Lamônica Freire e entrevistas com Maria de Lourdes Bandeira e José Tadeu Júlio da Silva. (CP)



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