Sábado, 22 de setembro de 2018 Edição nº 9916 08/04/2001  










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Episódio opôs grupos rivais

Da Reportagem

A rebelião de maio pintou com sangue o quadro de uma disputa política que remonta à Independência do Brasil, já provocou a abdicação de Dom Pedro I e poderá impedir que Pedro Alcântara, seu filho, assuma o trono quando completar a maioridade. Também revelou que, por entre as hostes conservadora e liberal, não existem apenas duas vertentes de pensamento e concepção do futuro.

Os conservadores, chamados caramurus, representam a elite portuguesa que, desde a chegada das primeiras caravelas, detém os todos meios para obtenção do poder político e, por conseqüência, econômico no país. Defendem a permanência dos Bragança e, de quebra, dos privilégios de que sempre gozaram.

Os liberais ou nativistas, como são chamados, querem que o país seja comandado por e para brasileiros, seja lá o que isso for. Também representam uma elite, posto que ocupam cargos de mediano prestígio na sociedade, mas almejam o espaço ocupado há tempos pelos brasileiros “adotivos”.

Entre estes há os moderados e os radicais. Os primeiros querem apenas o poder político, confiantes que, mais cedo ou mais tarde, isso lhes traga o domínio econômico. Os demais defendem a necessidade de expulsar – ou matar, se for preciso - todos os caramurus.

Sucursais mato-grossenses das duas facções nacionais, e subdivisões, as sociedades “Filantrópica” e “Zelosos da Independência – conservadora e liberal, respectivamente - é que protagonizaram as cenas de violência da noite de 31 de maio último, dos quais seriam vítimas os integrantes da primeira - em sua maioria, grandes comerciantes portugueses, do ramo de importação e exportação.

O “racha” na facção liberal ficou claro no dia da rebelião armada, quando João Poupino Caldas, fundador da “Zelosos da Independência” e recém-empossado presidente da Província, na tentativa de impedir a matança, acabou ameaçado por um de seus companheiros de agremiação. “Vais nos trair?”, teria perguntado, arma em punho, um nativista radical. A rusga começou ali. (RV)



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