Terça feira, 25 de setembro de 2018 Edição nº 9916 08/04/2001  










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Exploradores usam rio Tietê para desbravar o continente

Da Reportagem

Pelas águas do rio Tietê são cada vez mais freqüentes as descidas das bandeiras cativadoras de índios e prospectoras de ouro em direção ao interior do continente. Do mesmo modo, também não são poucas as incursões jesuíticas com vistas a cristianizar os índios e assegurar a colonização do Vice-Reinado do Prata.

Não é de hoje, porém, que os ricos, os administradores coloniais, enfim, os fazendeiros, estão a precisar de mão-de-obra escrava para trabalhar em suas lavouras. Desde a primeira metade do século 17, por exemplo, os fazendeiros paulistas já haviam descoberto que mais barato do que comprar escravos negros provindos da África, era aproveitar a mão-de-obra indígena, disponível bem abaixo de suas barbas, por assim dizer.

Sempre através da força ou do acordo desleal, em primeiro lugar os paulistas aproveitaram a mão-de-obra dos índios Caiapós, viventes à margem do rio Tietê. Exterminados os Caiapós do Tietê — ou porque fugiram ou porque se casaram com brancos — os bandeirantes paulistas foram colocados no encalço dos Guaranis, índios eminentemente agricultores habitantes da região do Guaíra, no sul da Colônia.

Foram 50 anos de intenso tráfico de Guaranis do Guaíra ao Planalto do Piratininga. Muitas vezes, para os bandeirantes, era mais fácil matar os padres jesuítas e roubar deles os índios, já “amansados”. A propósito, um dos mais renomados bandeirantes paulistas, Raposo Tavares, ficou conhecido por usar com maestria tal estratégia.

Do mesmo modo que os Caiapós do Tietê, era de esperar que os Guaranis também sumissem do Guaíra. A partir do século 18, não restou aos bandeirantes outra alternativa senão adentrar o continente rumo ao oeste.

O Vice-Reinado do Prata era o domínio espanhol consignado pelo Tratado de Tordesilhas. Compreendia a região onde hoje estão os países da Argentina, Uruguai e Paraguai.

Fonte: Gilberto Brizola – Historiador da UFMT (OM)



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