Sábado, 25 de março de 2017 Edição nº 14185 29/04/2015  










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Prefeitura diz que não falta vacina

Após representação de gestante, o MPF apura supostas falhas na distribuição de vacinas por parte de Cuiabá e a União


Algumas tipos de vacinas estão com estoque baixo, devido atraso no repasse feito pelo Ministério
YURI RAMIRES
Da Reportagem

Um inquérito civil do Ministério Público Federal (MPF) vai apurar supostas irregularidades na distribuição de vacinas para gestantes por meio da Prefeitura de Cuiabá e Ministério da Saúde. Os repasses federais ao município para aquisição das doses também serão investigados.

Conforme as informações repassadas, o inquérito foi instaurado após a representação de uma gestante, que não encontrou a dose da vacina, obrigatória conforme o Sistema Único de Saúde (SUS), no postinho do bairro Cidade Alta.

Sendo assim, o órgão, visando ao bem coletivo, vai investigar se a falta é constante e se outras mulheres estão sendo afetadas pelo problema.

No posto de saúde do bairro Planalto, não há nenhuma unidade da vacina. A atendente disse à reportagem do Diário que “não está em falta”, mas que a dose da vacina Dupla/Adulto se esgotou e o estoque deve ser renovado no máximo até hoje.

Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Cuiabá informou que não há nenhuma irregularidade com o fornecimento de vacinas para gestantes em Cuiabá.

Já o MPF informou que o município se manifestou ao órgão, explicando que a vacina estava em falta naquele posto, pois não havia condições, no momento, de mantê-las refrigeradas. Porém, o problema já teria sido resolvido.

O MPF encaminhou a gestante que representou contra o município à Defensoria Pública da União, já que se trata de um caso específico. Ainda assim, o Ministério da Saúde tem até o dia 17 de maio para se manifestar, conforme determinou o procurador da República, Gustavo Nogami.

A vacina Dupla/Adulto é administrada em três doses com intervalos de dois meses entre as mesmas, conforme prevê o Sistema Único de Saúde (SUS).

É indicado ainda que as doses sejam reforçadas nos intervalos de dez anos.

PROBLEMA MAIOR – Conforme a Secretaria de Saúde do Estado (SES), o estoque de vacinas está abaixo do normal, devido a um atraso no repasse feito pelo Ministério.

Além disso, as doses que estão sendo entregues estariam abaixo do número necessário mensalmente.

Conforme a SES, atualmente o Estado tem recebido cerca de 50% das doses abaixo da média mensal utilizada. Além disso, as doses das vacinas de Febre Amarela BCG, que previne a tuberculose, ainda estão em falta.



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