Sábado, 18 de novembro de 2017 Edição nº 14172 12/04/2015  










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Turistas estrangeiros ainda sofrem para se comunicar

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem

Se passaram nove meses desde a final da Copa do Mundo de 2014 e um dos grandes chamarizes para que Cuiabá se candidatasse a ser sede do evento, a capacitação e a melhoria do seus potencial turístico, naufragou junto com a seleção brasileira. Aproximadamente, um parto após o fatídico 7x1, frente aos alemães, no Mineirão, em Belo Horizonte, e a Capital mato-grossense continua sendo péssima para receber os turistas estrangeiros.

O número de pessoas e estabelecimentos que contam com funcionários que falam mais de uma língua ou cardápios bilíngues é irrisório e com isso continuamos a perder de goleada. Os comerciantes e microempresários não se interessam pela capacitação para atender os visitantes.

O universitário estadunidense Matthew Hubbard, de 26 anos, desembarcou há pouco mais de duas semanas, vindo de Portland, nos Estados Unidos da América, para visitar a namorada brasileira.

Ele conta que conheceu a jovem mato-grossense, enquanto a garota realizava um intercâmbio em sua cidade.

Sabendo apenas algumas expressões em português, o americano tem sofrido para se virar em solo nacional e por vezes é obrigado a utilizar as mímicas para tentar se fazer entender.

Segundo ele, nem mesmo no aeroporto, nas famosas redes americanas de fast&food, McDonalds e Subway, ou nos shoppings da Capital, encontrou funcionários que soubessem o seu idioma. Porém, a situação fica ainda pior se for necessário a utilização do transporte público ou ainda acessar pontos turísticos e históricos da Capital. Nem mesmo os policias ou agentes de trânsito conseguem passar informações em inglês.

A falta de informações é tanta, que Matthew sequer conseguiu localizar o Centro de Apoio ao Turista (CAT), instalado na região central de Cuiabá. Por conta disso, o jovem praticamente não sai sozinho pelas ruas da Capital.

Apesar disso, Matthew se diz encantado com Cuiabá. Ele elogiou a beleza da cidade, a receptividade do povo e a variedade da gastronomia local.

Se falar inglês é difícil, imagine para os estrangeiros que dominam línguas ainda menos comuns. Como é o caso do haitiano, John Mahuda, de 29 anos. Fluente apenas em francês veio para Cuiabá para tentar melhorar de vida. Contudo, o jovem tem dificuldade até mesmo para soletrar o próprio nome.

Segundo ele, em três meses na Capital, não conheceu nenhum brasileiro que pudesse lhe auxiliar no português e por conta disso sofre para realizar tarefas simples, como executar exercícios passados pelo personal trainner na academia.

JEITINHO – Em 2014, a Fundação Educacional de Cuiabá (Funec, entidade ligada à Prefeitura), em parceria com o Serviço Nacional do Comércio (Senac), ofereceu um curso de idiomas para qualificar gratuitamente os taxistas de Cuiabá, para a Copa do Mundo. Porém, apenas 24% das vagas foram preenchidas e nem todos chegaram a concluir o curso de apenas 70 horas.

Em outras áreas a capacitação é ainda mais remota e os prestadores de serviço preferem utilizar serviços de tradução simultânea, através dos dispositivos móveis para atender os visitantes. Como conta o garçom Antônio Cavalcante, de 34 anos. “Não recebemos tantos turistas (estrangeiros) aqui. Por isso, quando eles veem, usamos o bom e velho Google Tradutor, e até hoje ninguém reclamou”.



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