Terça feira, 18 de dezembro de 2018 Edição nº 14138 28/02/2015  










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Edivaldo Ribeiro é o rei do rádio em Mato Grosso

O apresentador do “Tribuna CBN”, no rádio, e do “Cadeia Neles”, na TV Gazeta, já tem 50 anos de atividades, sempre apaixonado pela comunicação direta com a população

VANESSA MORENO E ENOCK CAVALCANTI
Da Reportagem

Edivaldo Ribeiro é jornalista e radialista por vocação, sem curso acadêmico. Autodidata, ganhou seu registro através da Lei Camata que dava a condição de exercer a função pra quem já estava no mercado. Ele informa que a sua grande escola sempre foi o rádio. O dom e a força de vontade foram fatores preponderantes pra que Edivaldo se tornasse um excelente profissional, um dos mais aplaudidos profissionais do rádio (e também da televisão), em Mato Grosso. “Deus dá o dom e você faz o tom”, declara.

Natural de Santo Anastácio, interior de São Paulo, Edivaldo começou sua vida profissional como vendedor nas Casas Pernambucanas, em Bela Vista do Paraíso, no Paraná. “A loja tinha um jipe com um alto-falante em cima que fazia propaganda. O dono da rádio me ouviu falando neste jipe e disse que eu tinha voz pra ser locutor”, conta Edivaldo. Assim foi convidado pra fazer um programa na rádio local e, aproveitando o horário de almoço da loja, Edivaldo acabou fazendo seu mergulho sem fim no universo da radiofusão.

Após seu primeiro emprego como radialista, Edivaldo nunca mais parou. Seguiu pra Londrina, depois pra Maringá, já então fazendo reportagens de esporte e narração de jogos de futebol. A televisão também passou a fazer parte da sua vida profissional, mas a sua paixão sempre foi o rádio, “Eu tenho amor pelo rádio, não troco o rádio por nada”, declara.

Em 1975, Edivaldo conheceu a capital cuiabana na pré-inauguração do Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, junto com Osmar Santos, maior nome do rádio brasileiro, em uma transmissão esportiva da Rádio Cultura. “Naquele dia, me encantei com Cuiabá”, afirma.

Quando se mudou pra cá, logo começou a trabalhar na rádio Voz D`Oeste, depois apresentou o programa “Bom Dia, Mato Grosso” na TV Cento América, onde ficou até 1988, quando se transferiu para a TV Brasil Oeste.

Edivaldo entrou na Gazeta quando ainda era a emissora ainda se chamava Rádio CNT Gazeta, a convite de João Dorileo Leal para substituir Antero Paes de Barros, no programa “O Povo Reclama”, quando ele se ausentou para se candidatar a senador. Depois veio a ser apresentador do programa “Revista da Manhã” como “quebra-galho”, só que acabou apresentando o programa durante cinco anos.

“Depois me ausentei, fui ser sócio da novata TV Mundial, que hoje é TV Cultura. Fiquei lá por um tempo e depois resolvi abrir mão da sociedade porque eu não tinha capital”, conta. Foi após essa experiência que Edivaldo voltou para a Gazeta para apresentar o programa “Cadeia Neles”, substituindo os apresentadores Lino Rossi e Clovis Roberto quando se ausentaram para a candidatura de deputado federal e estadual, respectivamente.

“Eu não faço teatro, eu não uso maquiagem, na televisão eu sou eu”, declara. Segundo Edivaldo, a TV é apenas uma sequência da comunicação que domina por conta de sua experiência no rádio. Classificado como um dos melhores narradores esportivos do país, Edivaldo revela que a maior escola, na sua vida e no jornalismo, é o rádio e classifica os grandes apresentadores de televisão que já passaram pelo rádio como os melhores. Faustão, Datena, Marcelo Rezende, Willian Bonner e Milton Neves estão entre os mais admirados pelo velho locutor. “As pessoas que vieram do rádio fazem televisão com maior facilidade”, avalia.

Edivaldo já recusou vários convites para apresentar programas de televisão por sua paixão pelo rádio. “Eu deixei o “Cadeia Neles” em 2004, com o Clóvis Roberto, depois de seis anos trabalhando juntos, só pelo prazer de voltar a fazer rádio em outro grupo”. Foi quando o locutor começou a se apresentar na rádio Cidade FM, uma experiência da qual não traz boas lembranças. Edivaldo sofreu uma punição após criticar no ar uma matéria da Folha do Estado sobre o não pagamento de um cheque sem fundo à empresa Ararauna Turismo, no valor de R$ 2 mil, em nome do deputado estadual Walter Rabello (PSD). “Eu critiquei a forma como foi feita a matéria e sai de lá brigado, fiquei desempregado um ano e meio”, relembra.

Atualmente, Edivaldo apresenta o programa “Tribuna CBN” ao lado do também veterano Dirceu Carlindo, na rádio CBN, um programa que investe na interação com os ouvintes e onde se discute política e assuntos os mais diversos. O “Tribuna CBN” vai ao ar das oito às nove da manhã, de segunda a sexta-feira. Suas opiniões têm um teor crítico e o olhar apurado de um jornalista que está sempre por dentro dos bastidores da política do Estado.

Falando sobre o assunto Edivaldo dispara sua opinião sobre a exposição da capital mato-grossense no programa “Fantástico”, exibido no domingo, dia 22 de fevereiro, que retratou pretensa roubalheira nas obras da Copa do Mundo, em Cuiabá, e nos negócios da Assembleia Legislativa. “O que fizeram com Mato Grosso nos últimos 12 anos foi uma coisa fora do comum. Nós não precisávamos estar passando por esse mico todo na televisão, diante de todo o pais. As obras prometidas podiam estar todas prontas”, protesta.

Paralelamente ao rádio, Edivaldo Ribeiro voltou ao comando do programa “Cadeia Neles”, das onze ao meio dia, na TV Gazeta, substituindo ao radialista e ex-deputado Walter Rabello, que morreu aos 48 anos, em dezembro do ano passado. “Eu só voltei porque ele morreu e porque a casa estava precisando, senão eu não voltava”, confessa.

Ao ser perguntado por que não gostaria de voltar a comandar o programa, Edivaldo assume: “Eu não me julgo tão puro pra julgar as pessoas, ninguém é tão puro pra julgar as pessoas. Nós somos seres humanos iguais, com pecados que qualquer um de nós pode cometer”.

Uma das características do “Cadeia Neles”, através dos anos, tem sido o comentário duro com relação a pretensos criminosos retratados em suas reportagens. Walter Rabelo ganhou fama e muitas críticas por tratar os denunciados no programa, geralmente pequenos marginalizados das periferias, como “raça infame”. Prática que Edivaldo Ribeiro, nesta nova fase, não adotou.



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· Wilton e primo de edivaldoribeiro morado  - wilton benites




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