Sábado, 23 de março de 2019 Edição nº 14087 09/01/2015  










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Bruna Viola, a linda flor mato-grossense

Aos 21 anos, violeira cuiabana de raiz assinou contrato com Universal Music e se prepara para o ápice da carreira

VANESSA MORENO E ENOCK CAVALCANTI
Da Reportagem

Bruna Viola, hoje conhecida no país como flor mato-grossense, promete alavancar sua carreira em 2015. Isso porque a violeira recebeu um convite de Paul Ralphes, diretor artístico da Universal Music, maior grupo de gravadoras da indústria fonográfica mundial fundada em 1934 e detentora de grandes nomes como Lady Gaga, Jessie J, Black Eyed Peas, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Maria Rita, entre outros.

Paul Ralphes ao ver Bruna se apresentar em Belo Horizonte se interessou pelo talento da artista de Mato Grosso e resolveu produzir seu novo CD que será lançado em abril. “Estamos selecionando o repertório e começando a fazer as guias para entrar no estúdio em fevereiro”, afirma Bruna Viola empolgada com o novo patamar alcançado em sua carreira.

Bruna é natural de Cuiabá. Influenciada pela família de músicos, principalmente por seu bisavô Públio Vilas Boas que era apaixonado por sertanejo de raiz, Bruna se interessou pela música caipira ainda muito nova. “A musica está correndo no sangue, meus avós e meu tios maternos são todos músicos, mas ninguém é puxado pro raiz, então esse dom pra música veio na veia”, declara.

Aos completar onze anos de idade, a menina pediu uma viola de presente para sua mãe. “Sempre tivemos muitos amigos envolvidos em programas de TV, de rádio e eventos”, conta sua mãe Ana Mara Vilas Boas. Por conta dos amigos influentes, aos onze anos Bruna foi convidada para participar da abertura de um show da tradicional Expoagro, em Cuiabá.

“O show ia atrasar uma hora e um amigo da organização me chamou pra tocar viola pra segurar o público. Como eu era criança fiquei empolgada e fui. Cantei só pagode de viola e Tião Carreiro, só musica animada e o povo adorou, graças a Deus”, lembra Bruna. Após o show, vários programas de rádio e TV se interessaram pelo talento da garota que passou a ser convidada para se apresentar com freqüência. Foi o violeiro Marco Viola, que ela apresenta como seu padrinho, quem acabou por lhe dar o nome artístico de Bruna Viola.

O próximo salto em sua carreira foi aos quatorze anos quando foi convidada para fazer uma participação na novela “Paraíso” da Rede Globo. Na cena, Bruna aparece tocando a música “Moradia” de Tião Carreiro na arena do rodeio, o que provocou novos impactos entre produtores de várias regiões do Brasil. “O Brasil todo começou a buscar pela menina da viola, daí surgiu a necessidade de estruturar uma carreira”, afirma Ana Mara. Ana Mara passou a cuidar dos negócios da filha, criando a empresa BV Produções Artísticas.

Mas as coisas não foram tão fáceis em Mato Grosso. “A mídia regional tem um pouco de resistência quando se fala em viola caipira”, afirma. Bruna, apesar do talento, não foi muito reconhecida no estado de origem. Seu primeiro CD, “Resgatando Raízes”, foi lançado em 2010, fruto de uma produção independente pela gravadora Fábrica do Som, de Cuiabá.

A flor mato-grossense foi mais reconhecida em outros estados. Hoje Bruna Viola mora em Ribeirão Preto, por conta da quantidade de shows que faz em São Paulo e em outros estados como Mato Grosso do Sul, Paraná, e Espírito Santo, cantando ao lado de astros como Renato Teixeira. Quanto a Cuiabá, guarda a tristeza de nunca ter sido convidada para cantar na arena da Expoagro, depois que seu nome se firmou no cenário da música sertaneja nacional. Ela não consegue, todavia, ficar muito tempo da cidade e do Coxipó, região que diz amar de paixão. “No final do ano, depois da bateria de shows, chegaram a falar numa viagem para o exterior, mas preferi passar o período de festas quietinha, com minha família e minha viola, aqui mesmo nesta Cuiabá que tanto amo

Atualmente Bruna tem a agenda recheada de shows, tendo totalizado 198 apresentações durante o ano de 2014. Ela arrasta grandes públicos por onde passa, atraindo jovens universitários a tomarem gosto pela música caipira. Inspirada por Tião Carreiro, o mestre, como ela o descreve, Bruna tem um repertório de clássicos do ídolo como: “Moradia”, “Pagode em Brasília”, “Rei do Gado”. A tatuagem do rosto de Carreiro em seu braço, traduz sua grande admiração e prova surpresa, por Bruna passa.

Bruna ficou conhecida como “flor mato-grossense” por conta de uma das músicas do seu CD, composta por Adriano Estevez e feita especialmente para ela. “Por causa dessa música ficou um nome forte. Aonde eu vou eu tenho que cantar ela, o público adora”, comemora.

Seu jeito alegre de cantar, inventando e reinventando arranjos, seu corpo bem torneado e o rosto bonito, envolvido por uma bela cabeleira loira, atrai um público de jovens que antes não se identificavam com o sertanejo de raiz. Em meio a uma tietagem cada vez maior, páginas em sua honra se multiplicam nas redes sociais e até já virou alvo de culto de um dos mais consagrados fotógrafos de modelos do país, J.R. Duran.Quando se pergunta se já houve convite para posar para revistas masculinas, Bruna desconversa. “Não penso nisso, não. Eu quero mesmo é cantar modão e consolidar minha carreira”, resume.



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