Domingo, 20 de outubro de 2019 Edição nº 14079 23/12/2014  










SAFRA 2014/15Anterior | Índice | Próxima

‘Colheita precoce’ em MT

Além de ofertar as primeiras toneladas do novo ciclo,Estado antecipou a retomada dos trabalhos nas lavouras


Família Zanella, em Campos de Júlio, antecipou a colheita da safra
MARIANNA PERES
Da Editoria

O ano de 2015 já começou e começou muito bem para a família Zanella, em Campos de Júlio (385 quilômetros ao noroeste de Cuiabá). Na última sexta-feira, dia 19, teve início a colheita da soja 2014/15 e o rendimento inicial, para variedade superprecoce mais que agradou, entre 59 e 60 sacas por hectare. As plantas que seguem no solo vão se desenvolvendo bem, sob um clima generoso da região do alto Juruena. No cronograma dos Zanella os trabalhos sobre os oito mil hectares cobertos com a oleaginosa se encerram no dia 20 de fevereiro do próximo ano.

Além de sair na frente da safra brasileira de soja 2014/15, Campos de Júlio, permitiu mais um recorde ao Estado, que além de ser o primeiro a plantar e colher soja conseguiu antecipar em quase uma semana o início da colheita que tradicionalmente se dá mais próxima da virada do ano, ou seja, logo após o Natal. Como explica Elton Zanella, essa soja colhida na última sexta foi semeada no dia 15 de setembro, assim que o Vazio Sanitário da soja no Estado chegou ao fim. “Para essa safra antecipamos nosso calendário. Costumamos dar início à semeadura entre o dia 18 e 20 de setembro, mas como reduzimos a área de feijão, optamos por adiantar os trabalhos com a soja”. A variedade superprecoce e precoce podem apresentar até cerca de 30% menos de produtividade em razão do curto ciclo de desenvolvimento e por isso os primeiros talhões da Fazenda Agrícola Zanella são considerados muitos bons, pois a média atual equivale ao extraído de cultivares mais tardia. Conforme Elton, foram utilizadas variedades transgênicas da Monsoy. “Até a virada do ano, se o tempo permitir, vamos ter colhido cerca de 1,2 mil hectares. Superfície que estará em ponto de colheita até o final desse ano, cabe a São Pedro permitir que nossa expectativa se cumpra”. Zanella conta que na sua região o regime de chuvas é bastante generoso. “Nesse último final de semana não pudemos colher porque choveu no sábado, no domingo e nessa segunda, mas está tudo sob controle”.

Para o Estado, a maioria das colheitadeiras entra em operação em meados de janeiro e seguem ligadas até os primeiros dias de abril, quando a porção leste de Mato Grosso vai finalizando o ciclo. Como houve uma forte pressão de seca durante outubro, o que retardou e paralisou o cultivo, poucos produtores vão virar como haviam previsto: colhendo. A janela da soja se estendeu até as primeiras semanas desse mês e por isso ainda é cedo para estimar o ritmo da colheita mato-grossense.

100% - A família Zanella deve fechar a safra com excelentes médias. Como explicou Elton, apesar da seca ter afetado todas as regiões do Estado, a adversidade climática não interrompeu os trabalhos de plantio em nenhum momento. “Só parávamos aos finais de semana para dar descanso aos funcionários”.

Em relação à fitossanidade das plantas, foram programadas três aplicações e Elton acredita que sejam suficientes. “A maioria dos produtores aqui de Campo de Julio, mora na propriedade e por isso estamos de olho nas lavouras o tempo todo”. Com a pressão da seca, surgiram algumas lagartas, mas nada que tenha trazido problemas. “A chuva afugentou a praga”, conta.

Para ocupar os hectares deixados pela soja, Elton disse que vão seguir com o plantio de milho branco, milho amarelo, milho pipoca e feijão como opção de segunda safra e para reforçar a rotação de culturas vão plantar em 2015 o arroz.

A família, que optou nessa safra por não travar nenhum grama de soja no mercado futuro, faz uma produção altamente tecnificada, além da rotação, possui silos para armazenagem de grãos e frota logística própria. Com esse poder nas mãos, foi mais fácil chegar ao consenso de segurar a soja e esperar por um mercado mais rentável.

Conforme o mais recente levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), das 27,89 milhões de toneladas previstas, 25% estavam vendidas até novembro contra 44% em 2013.



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