Domingo, 21 de abril de 2019 Edição nº 9907 30/03/2001  










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Pecuaristas discutem projeto

Da Redação

Os sindicatos de produtores rurais dos municípios do Baixo Pantanal (Poconé, Santo Antônio do Leverger, Livramento , Barão de Melgaço e Cáceres) reúnem-se hoje em Poconé para uma avaliação do encaminhamento dado em Brasília através de projeto de lei do senador Antero Paes de Barros, que beneficia a pecuária extensiva do Pantanal. Há dez dias, o senador apresentou proposta de programa de recuperação da pecuária pantaneira baseada em estudos do economista e produtor Luís Alberto Gomes da Silva, de Poconé.

O trabalho foi baseado num amplo levantamento da situação da pecuária na região e que serviu como monografia do economista em curso de especialização de políticas públicas e meio ambiente na Universidade Federal de Mato Grosso. Luís Alberto mostra que, em 1975, 31% do rebanho bovino de Mato Grosso estavam no Baixo Pantanal. Hoje, são menos de 4%.

Nos últimos anos, as mais desastrosas conseqüências do fim da pecuária no Pantanal são o abandono das fazendas e o fogo, que se alastra pela planície seca e extermina a biodiversidade. O senador Antero Paes de Barros, que no início do mês foi convidado a participar da reunião no Sindicato Rural, recebeu várias reivindicações dos pecuaristas e levantou pela primeira vez o problema dos pecuaristas do Pantanal. Logo depois, o senador Jonas Pinheiro também entrou com nova proposta em benefício dos pecuaristas do Pantanal.

A mobilização dos pecuaristas do Pantanal começou no ano passado, quando grandes incêndios tomaram conta das fazendas, matando o gado, a fauna e a flora.

INCENTIVO

Com a falta de uma política agrícola diferenciada para incentivar a pecuária secular do Pantanal, os fazendeiros abandonaram a atividade e a vegetação deixou de ser renovada pelo pisoteio do boi. Com as fortes mudanças climáticas mundiais, nem mesmo as águas da bacia pantaneira evitaram que os incêndios invadissem a região. A redução do rebanho bovino aumenta a produção de “macega”, um pasto alto com muita palha seca que facilita a combustão.

Estudos técnicos do economista Luís Alberto - “Pecuária Extensiva como sustentabilidade do Ecossistema Pantanal” - comprovaram grande redução do gado pantaneiro em todas as regiões do Pantanal nos dois estados – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Poconé, havia 365 mil cabeças de gado em 1975. Hoje o rebanho é de 75 mil cabeças. “Esse deságio vem provocando grande impacto ambiental porque a pecuária é uma necessidade ambiental do Pantanal. O boi já faz parte do ecossistema e, portanto, os três séculos de pecuária na região são responsáveis pela preservação do Pantanal. É preciso mudar essa situação caso contrário os desastres ambientais serão cada vez maiores”, alertam os pecuaristas. No Mato Grosso do Sul, a entidade ambientalista ECOA já apresentou estudos semelhantes e alertou para o abandono das fazendas seculares e a falta de manejo da vegetação.



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