Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 9907 30/03/2001  










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Previsão é de 93,6 mi de toneladas

Segundo o IBGE, o aumento se deve a plantação de milho e que a falta de chuva ainda não afeta lavoura

Rio

O IBGE divulgou ontem a estimativa do mês de fevereiro para a safra agrícola de 2001, que deverá alcançar 93,6 milhões de toneladas. O resultado é 12,73% maior que o do ano passado (83,028 milhões de tonelada). A previsão de janeiro era de 91,6 milhões de toneladas.

O levantamento sistemático da produção agrícola aponta a expectativa de grande crescimento do milho em grão, tanto na primeira safra (23,39%), quanto na segunda safra (44,10%).

Segundo o IBGE, o substancial aumento previsto para o milho é resultado de uma base de comparação baixa, já que a cultura foi muito prejudicada por fatores climáticas em 2000.

Deverão registrar aumentos também as safras de algodão (16,10%), feijão em grãos segunda safra (4,53%) e soja (8,59%). O IBGE prevê redução, neste ano, na safra do arroz em casca (-4,69%) e feijão em grão primeira safra (-4,05%).

O instituto só prevê redução de safra para a região Norte (menos 1,12% na comparação com o ano passado). Todas as demais regiões deverão apresentar crescimento, sendo que o Nordeste deverá ter aumento de 6,32%, o Sul de 21,73%, o Sudeste de 6,51% e o Centro-Oeste de 6,86%.

A escassez de chuvas neste verão, que fez cair o nível dos reservatórios das hidrelétricas e ameaça o país com o racionamento de energia, não tem tido impacto sobre a safra de grãos deste ano, segundo o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com Carlos Alberto Lauria, responsável pela estimativa mensal de safra do IBGE, ocorreram apenas problemas isolados, como na Bahia, onde a seca causou queda de 54% na produção de arroz e de 44% na de feijão (dados estimados).

No entanto, ele não descarta que possam acontecer problemas nos próximos meses. Mas até agora a falta de chuva não afetou as lavouras."

Esse aumento, de acordo com Lauria, se deve ao ingresso dos dados da lavoura de milho de segunda safra do Paraná, o maior produtor do país. No Paraná, segundo a estimativa, a safra do produto deve subir de 1,1 milhão de toneladas para 2,9 milhão de toneladas.

O especialista do IBGE disse que o atual quadro não representa um crescimento, mas a recuperação dos níveis históricos de produção do Paraná, após a quebra causada pela geada no ano passado.



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