Domingo, 21 de julho de 2019 Edição nº 14053 20/11/2014  










OPERAÇÃO CAMALEÃOAnterior | Índice | Próxima

Promotor afirma que Walace sabia

Durante as investigações, o Gaeco identificou a participação do prefeito de Várzea Grande no esquema de corrupção através de fraudes em licitações


O promotor de justiça Marco Aurélio de Castro vem conduzindo as investigações da operação Camaleão
ALLINE MARQUES
Da Reportagem

O coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), promotor de justiça Marco Aurélio de Castro, afirmou ontem que a participação do prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), na organização criminosa instalada no Paço Couto Magalhães foi “vislumbrada” durante o início das investigações e por isso houve o cumprimento de mandados de busca e apreensão no gabinete do peemedebista.

“Quando a investigação foi instaurada não tínhamos ideia de que o prefeito estaria envolvido, mas durante o início das investigações vislumbramos a participação do prefeito, razão pela qual as investigações foram remitidas ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e chamamos o Naco [Núcleo de Ações de Competência Originária] para atuar com Gaeco”, contou.

A casa do chefe do Executivo também seria um dos alvos dos 11 mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação Camaleão, porém o endereço fornecido era do irmão de Walace, o médico Josias Guimarães, detido por posse ilegal de arma.

O promotor informou que a operação foi uma união de esforços entre o Gaeco e o Naco, no município de Várzea Grande, que “visou apurar e, respectivamente, reprimir crimes de fraudes de licitação, peculato e corrupção praticados por organização criminosa instalada na prefeitura de Várzea Grande”.

O coordenador do Gaeco informou ainda que quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou o bloqueio do pagamento à empresa Carneiro Carvalho, a investigação vinha ocorrendo para identificar o perfil criminoso de quem estava gerindo os contratos e de quem estava retirando dinheiro da prefeitura.

Sobre o envolvimento de secretários, o promotor destaca que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco Pastas do município e após análise dos materiais aprendidos é que serão identificados os responsáveis.

“Todo material será analisado e quem estiver responsabilidade neste elo criminoso, vai, segundo Ministério Público, ser responsabilizado para que esse mal endêmico possa sair do noticiário brasileiro”, informou.

A operação Camaleão foi deflagrada na terça-feira (18) e cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em cinco Secretarias, no gabinete do prefeito e escritório da Carneiro Carvalho, construtora que seria uma empresa de fachada.

O promotor explicou a empresa possuía contratos de obras e edificações e o crime se dava desde a fraude de certificados de habilitação para participar das licitações até na execução das obras. A construtora até um mês antes do certame era identificada na sua razão social como uma sapataria.

As secretarias que foram alvos da operação são as de Administração, Assistência Social, Saúde, Viação Obras e Turismo, Serviços Públicos e Transporte. A sede da Carneiro Carvalho e o depósito da empresa também tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos, juntamente com um escritório de contabilidade.

A investigação aponta para uso de pessoas ligadas ao prefeito que seriam laranjas no esquema, mas que também obtiveram vantagens. Além da suspeita de envolvimentos de secretários, pode haver a participação de servidores públicos.



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