Terça feira, 28 de junho de 2016 Edição nº 13948 20/07/2014  










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Incremento de 66% em MT

Com novo marco de regulação do combustível, produção
mato-grossense pode passar a 1 bilhão de litros em 2018



Com uma das maiores capacidades de produção do país, é possível que a nova mistura seja estímulo à indústria de MT
MARIANNA PERES
Da Editoria

Com a elevação da porcentagem obrigatória da mistura de biodiesel no diesel, a produção do biocombustível também aumentará significativamente e isso indica maior demanda à soja e um mercado interno mais firme. Analistas da INTL FCStone projetam que já em 2014 o salto na produção deverá ser de pouco mais de 500 milhões de litros em relação ao ano anterior. Em 2018, com a manutenção da mistura, o total produzido pode alcançar 5 bilhões de litros. E para Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, a expansão nos próximos quatros anos pode superar os 66%.

Conforme o estudo “O novo marco regulatório do biodiesel: possíveis impactos do B7 na demanda por óleo de soja”, a produção estadual do combustível pode passar de pouco mais de 600 milhões de litros neste ano para mais de 1 bilhão, em 2018.

“Para o Mato Grosso, que possui mais de 19% do total da capacidade de produção do Brasil, isso pode significar uma recuperação na sua participação no mercado”, destaca o analista da FCStone, Thadeu Silva. Em 2013, a produção do Estado atingiu a menor produção dos últimos quatros anos: 418 milhões de litros, ou, 14% do total nacional. A analista Natália Orlovicin lembra que a participação mato-grossense no volume nacional já foi de 24% em 2010, quando ocorreu a mudança de mistura para 5% e a produção foi de mais de 561 milhões de litros. “Com uma das maiores capacidades de produção no Brasil, é possível que este novo patamar de mistura seja um estímulo à recuperação da indústria mato-grossense de biodiesel. Espera-se que a produção do Estado ultrapasse 1 bilhão de litros em 2018”.

CONTEXTO – O governo brasileiro anunciou há alguns meses o aumento do percentual de biodiesel no óleo diesel para 6% a partir de julho e 7% a partir de novembro de 2014. Essa mudança deverá impactar fortemente na produção de biodiesel do país e, consequentemente, no balanço de oferta e demanda das matérias-primas utilizadas na sua fabricação, em especial o óleo de soja. Com a nova regulamentação, a utilização da capacidade industrial no país deverá subir para 65% em 2018, considerando apenas um leve aumento na capacidade instalada.

Como o óleo de soja é a principal matéria-prima utilizada na produção de biodiesel no Brasil, será analisado o provável impacto do aumento na produção do combustível no balanço de oferta e demanda nacional desta commodity. Nos últimos anos, o óleo de soja tem perdido espaço na indústria de biodiesel, em detrimento a outros produtos, especialmente o sebo bovino. Com isso, sua participação na cadeia, que já tinha sido de 82% em 2010, caiu para 73% em 2013.

Com o novo marco regulatório do biodiesel e o aumento significativo na sua produção, acreditasse que o óleo de soja deverá voltar a crescer em participação na indústria, pelo menos no curto prazo, assim como ocorreu na mudança anterior em 2010. Assim, a participação da indústria de biodiesel no consumo do óleo de soja deverá aumentar para 50%, já que atualmente, está na casa dos 30%.



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