Terça feira, 19 de setembro de 2017 Edição nº 13903 28/05/2014  










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Comunicar será difícil

Sistema de segurança do Estado conta com poucos policiais bilíngue e turistas estrangeiros terão dificuldades durante o Mundial


Governo diz que tropa teve aulas de inglês e aprendeu o básico para resolver problemas pontuais
ALECY ALVES
Da Reportagem

Dentro da estrutura da Segurança Pública mato-grossense, quatro anos também não foram suficientes para articulação e execução de projetos de ensino ou estímulo de aprendizagem de outros idiomas aos policiais que estariam atuando diretamente ou poderiam ser chamados em ações relacionadas à Copa do Mundo.

Em nenhuma unidade de segurança, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Judiciária ou qualquer outra divisão policial a capacitação superou o básico, oferecido pela Rede Nacional de Ensino a Distância(EAD), da Secretaria Nacional de Segurança Pública(Senasp).

Sendo assim, o setor se valerá do conhecimento dos policiais que por iniciativa própria, antes ou depois do ingresso na carreira policial, aprenderam outros idiomas, para atender o turista estrangeiro que recorrer aos serviços da Segurança Pública ou for abordado.

A Polícia Judiciária Civil(PJC), por exemplo, fez uma espécie de cadastramento dos policiais habilitados em outras línguas. Para isso, enviou uma ficha às delegacias da capital e do interior que depois de preenchida era devolvida à diretoria da instituição.

Em um universo de 2 mil policiais, 40 sabem outro idioma. A maioria deles estão habilitados em inglês ou espanhol e aprendeu porque pagou o próprio estudo.

O quatro é formado por delegados, escrivães e investigadores. São eles que durante os jogos do mundial de futebol que atenderão turistas estrangeiros na delegacia móvel, na Central de Ocorrências, Delegacia do Consumidor e, principalmente, na Delegacia de Atendimento ao Turista, conforme a assessoria de imprensa da PJC.

No Corpo de Bombeiros a situação se repete, ou seja, aqueles que já sabiam falar inglês ou espanhol ou estudaram depois que ingressaram na carreira, serão aproveitados.

Dentro da Arena Pantanal, na Sala de Pronta Resposta da Segurança Pública, os Bombeiros contarão com o apoio de uma major com formação na língua inglesa(conversação e tradução) e mestrado em desastres em grandes eventos por um universidade americana, segundo o tenente-coronel Ricardo Antônio Bezerra Costa, comandante do CR-1, unidade responsável pelas ações operacionais de Cuiabá e cidades vizinhas.

O tenente-coronel Ricardo diz que ele também fala o idioma e tem especialização em atendimento pré-hospitalar pela Universidade de São Paulo(USP) e pelo Centro de Treinamento Médico da Flórida, nos Estados Unidos.

De acordo com o comandante regional, a tropa(sem revelar números), teve aulas de inglês e aprendeu o básico para atender problemas pontuais.

A Secretaria de Segurança Pública(Sesp), não dispõe de dados que mostre a percentagem corpo estadual das organizações e onde estão lotados os policiais que falam outros idiomas.



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