Segunda feira, 16 de setembro de 2019 Edição nº 13842 13/03/2014  










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Federais fazem protesto bem-humorado

Agentes utilizaram carroça com giroflex e lamparina para exemplificar dificuldades enfrentadas pela Polícia Federal em MT


Carroça foi estacionada em frente à Superintendência da Polícia Federal na avenida Rubens de Mendonça, em Cuiabá
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Com as atividades paralisadas, policiais federais (PFs) de Mato Grosso utilizaram uma carroça equipada com um giroflex e uma lamparina para exemplificar, segundo eles, como será o modelo de segurança pública exigido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) durante os jogos da Copa do Mundo de 2014. Com padrão baixo, houve uma redução superior a 70% nas operações nos últimos quatro anos, no Estado.

Iniciada anteontem, a paralisação encerra-se hoje. Porém, agentes, escrivães e papiloscopistas não descartam novas suspensões das atividades, inclusive durante o Mundial, caso suas reivindicações não sejam atendidas. Ontem, a carroça ficou estacionada em frente à sede da PF, em Cuiabá.

As principais motivações da categoria são a reestruturação da carreira com reajustes salariais, a contratação de novos servidores e melhorias das condições de serviço. “Desde 96, para o provimento de cargo é exigido pela Polícia Federal o nível superior. Mas, até hoje continua com salário de nível médio”, justificou o presidente do Sindicato dos Policiais Federais (Sinpef), Erlon José de Souza.

Segundo Souza, outras categorias como as do Ministério da Agricultura e da Receita Federal têm a mesma exigência e os aprovados em concursos iniciam o salário recebendo R$ 11.800. Este valor, conforme ele, é pago para os PFs em fim de carreira. O salário inicial é de R$ 7.500.

Outro problema sério é a falta de efetivo. “Pela extensão que Mato Grosso tem hoje deveríamos contar com 750 policiais federais e só há 350. Em Cáceres, que tem uma fronteira de 900 quilômetros com a Bolívia, só há 45 policiais federais. A fronteira está aberta”, firmou. Apenas em Cáceres, seriam necessários 250 homens.

O resultado, segundo Souza, é a redução nas apreensões nos últimos quatro anos. Entre 2010 e 2013, o número de indiciados pela PF no Estado caiu de 2.048 para 611, uma queda superior a 70%. Especificamente em relação aos indiciados por tráfico de drogas a queda é de 55% no mesmo período. Em 2010, 414 foram indiciados contra apenas 185, em 2013.



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