Quarta feira, 19 de setembro de 2018 Edição nº 13810 01/02/2014  










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Gomes joga luz e foco sobre vida ribeirinha

Aberta ontem no Misc, individual do fotógrafo busca revelar em 15 enquadramentos sua percepção do primeiro modo de existência na capital

Da Redação
Com Assessoria

Paisagens silenciosas, arborescências luminosas, uma folha caída na água, um pescador, a face terna de uma criança, o nascer do sol visto entre as folhagens de uma árvore. Tudo são retratos de uma série de fotos instantâneas do fotógrafo Cláudio Gomes, presentes na exposição “Cuiabá Ribeirinha”, inaugurada ontem no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (Misc) e aberta à visitação até o dia 9 de fevereiro.

Gomes escreve com a luz das imagens plenas de silêncio, enigmas, cotidianos talvez de seu mundo, fragmentos de vida que se revelam na intensa doçura do feixe de luz que o ilumina, ainda que só por um instante: luz fugaz e absoluta.

Esta percepção da crítica de arte italiana Roberta Mottola revela a proposta do trabalho do fotógrafo, que percorreu seis comunidades que preservam costumes e tradições da baixada cuiabana. Ele passou pelo bairro do Porto, Praierinho, São Gonçalo Beira Rio, Passagem da Conceição, Souza Lima e Bonsucesso, localizadas entre Cuiabá e a vizinha cidade de Várzea Grande.

“A intenção do autor é representar todo o mundo da criação, do interior do ser humano até a natureza exterior. Contemplar estas fotos é como folhear um livro da própria vida para se perguntar sobre o senso de se nascer, de se viver e de se morrer”, ressalta Mottola.

No ano passado, de 11 de outubro a 06 de novembro, as 15 imagens de Gomes foram apresentadas na Galeria 360 de Arte Moderna e Contemporânea, na Itália, numa coletiva com dois artistas plásticos, a francesa Agnès Doneau, e o sueco Mats Anderson.

Autodidata na fotografia há nove anos, quando começou seus trabalhos com fotojornalismo e, a partir de 2007, passou a atuar somente com projetos autorais, a partir do projeto “Olhares Guimarães”, que culminou com a publicação do livro no ano seguinte.

A partir de então, seu olhar expandiu-se para outros trabalhos de projetos culturais, como o curso Oficina do Olhar, que levou informação e capacitação fotográfica a alunos de escola pública. Em 2010, participou de uma exposição na Croácia, durante o Festival Europeu da Fotografia.

Em 2011 levou a exposição “Olhares de Guimarães” para o Rio de Janeiro, e ganhou no mesmo ano o Prêmio Arne Sucksdorff, com o tema “Pantanal”, oferecido pela Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso. Claudio Gomes cita influências do fotógrafo francês Eugene Atget, do húngaro André Kertész e claro, Sebastião Salgado. Mato-grossense, natural de Alto Garças, Gomes vive em Cuiabá desde 1987.

SERVIÇO

O que: Exposição “Cuiabá Ribeirinha”, de Claudio Gomes.

Onde: No Museu da Imagem e Som de Cuiabá, Praça 7 de Setembro, Centro.

Quando: De segunda a sexta, das 8h às 18h. Às terças, quartas e quintas-feiras até as 20h.

Quanto: Grátis.



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