Sábado, 15 de junho de 2019 Edição nº 13807 29/01/2014  










LICIO ANTONIO MALHEIROSAnterior | Índice | Próxima

Moisés Martins, ícone da cuiabania

Uma cidade sem história é uma cidade, sem vida, sem alma sem coração, sem identidade, diria o poeta, compositor, músico, arranjador, cantor nas horas vagas, escritor com assento na Academia Mato-grossense Maçônica de Letras, Moisés Mendes Martins Júnior, popularmente conhecido como Moisés Martins, verdadeiro ícone; defensor ferrenho da nossa história e, mantenedor a duras penas dá cuiabania em sua essência, com seu linguajar peculiar rebuscado, pautando sempre, pela manutenção dos hábitos e costumes deste povo tão sofrido, que traz arraigado em si, um linguajar provinciano; o mesmo, ressignifica a linguagem cuiabana de forma sutil.

Sou cuiabano de chapa e cruz, nascido e criado no bairro do porto, do qual tenho maior orgulho, dentro da minha modéstia, tento ainda que de forma incipiente, escrever algumas mal traçadas linhas; às vezes criticando, outras elogiando quem realmente merece.

Neste momento, estou descrevendo alguém que tem uma história de vida a ser retratada, e se fossemos fazer um relato total da sua vida, daria um livro, por se tratar de uma pessoa ilustre com um contexto histórico e cultural invejável, reporto-me a Moisés Martins.

Sou fã de carteirinha desse ilustre cidadão, que não nasceu em Cuiabá, porém veio para cá, ainda criança de colo, e viveu e trabalhou nesta cidade, a qual o adotara; em retribuição, desenvolveu um trabalho social, cultural, resgatando a história da cuiabania de forma invejável.

Sei que ele não se lembra de mim, eu era ainda criança, lembro-me bem, a minha mãe (in memorian), Ana Maria Periera Malheiros, naquela época, já confiava plenamente nele, enquanto cirurgião-dentista.

Eu ainda criança, ouvia falar da mãe dele (in memorian), a enfermeira Noêmia Evangelista Martins, eu a conheci pouquíssimo, porém de nome, ouvia falar muito bem dela, principalmente por suas ações através da caridade, palavra hoje em desuso, principalmente pela forma carinhosa com que tratava as pessoas mais humildes, as boas ações, caminham a passos de tartaruga, mesmo assim, o que mais ecoava pelo bairro do porto, naquela época, era o que falavam dela de bom.

Sei que ele não deve sabe de um episodio, no qual seu irmão, eu o conhecia como Tequinha, se eu estiver errado me perdoe, o Tequinha tinha uma bicicleta pequena, e eu naquela época tinha um relógio lanco, que meu pai havia me dado, nem sei se existe ainda essa marca de relógio, ele me propôs uma troca, levei a proposta a meu pai, de imediato ele perguntou, a mãe dele está sabendo dessa troca, eu disse, acho que sim, pois não é que meu pai foi a casa dele para saber a veracidade dos fatos, constatando ser verdade, a permuta foi realizada, até hoje não me esqueço; todas as noites a bicicleta ficava ao lado da minha cama dentro do quarto, como se fosse um troféu, algo de outro mundo, essa é apenas uma das histórias vivenciadas por mim neste bairro que tanto amo.

Este artigo ensejou da vontade de elogiar alguém que realmente merece e, que tem uma história de vida invejável e, também porque vi e ouvi em um desses “enlatados televisivos”, como um programa ridículo intitulado “Furos nos Estados” mais um besteirol, tecendo duras críticas a Mato Grosso, principalmente no linguajar cuiabano.

Por isso Moisés Martins, sentimos orgulho de você, por não ter vergonha de ser bem cuiabano “Ecá esseminino, pialá, paresqui um sepo de tempora. I nessa época é inté pirigoso raio! Lá prás bandas da Chapada, exotrodia, a cumadre da minha madrinha, Dindinha, foi tingida por um raio, que inté roxeô”, somos cuiabanos de chapa e cruz, respeitem-nos, afinal temos história.



*LICIO ANTONIO MALHEIROS é geógrafo

liciomalheiros@yahoo.com.br



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