Sexta feira, 24 de novembro de 2017 Edição nº 13790 09/01/2014  










MORTE DO DEFICIENTE Anterior | Índice | Próxima

Comandante da equipe assume disparo

Sargento PM confessou diz ter partido de sua pistola o tiro que matou o jovem Ademar Silva de Oliveira, 19, durante uma ação de abordagem


Trapalhada de uma equipe da PM culminou na morte prematura de um deficiente mental e auditivo e põe preparo da polícia em dúvida
ADILSON ROSA
Da Reportagem

O sargento PM que comandou a equipe envolvida na morte do jovem Ademar Silva de Oliveira, de 19 anos, baleado nas costas por policiais militares durante uma abordagem, confessou que partiu da pistola dele o tiro que atingiu o jovem. Ele inocentou os outros dois policiais que participavam da ocorrência. O depoimento do sargento PM ocorreu terça-feira à noite na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, horas após a morte de Ademar, ocorrido à tarde, na avenida República do Líbano.

Com a confissão, o delegado Geraldo Gezoni deverá indiciar o sargento pelo homicídio e apreender as três pistolas dos policiais para fazer exame de balística. Com isso, irá confirmar de qual arma partiu o tiro.

Os policiais, que são do 10º Batalhão, explicaram que foram atender a uma ocorrência em que havia um rapaz armado e estaria prestes a atirar. Como não obedeceu a ordem de parar e fazia menção que estava armado, os policiais atiraram para mobilizá-lo, mas atingiram uma parte vital. O que chamou a atenção é que o jovem estava armado com um facão escondido na parte de trás.

Vizinhos e familiares de Ademar estavam revoltados com a trapalhada dos policiais. O pai do jovem foi incisivo ao queixar dos policiais considerando que a atitude deles é de profissionais “despreparados” para atender ocorrência. O pai explicou que o filho fica em casa, quase não sai. Ademar, pulou o muro e saiu para a rua.

Com receio dele estar armado, vizinhos acionaram a PM que, ao fazer a abordagem, esta resultou em tragédia. “Essa polícia está despreparada para atender ocorrências. São situações que devem ser repensadas. Meu filho pulou o muro, não estava armado”, queixou-se. Muito nervoso, ele não quis falar muito.

Testemunhas disseram que o correto seria, no caso de atirar, atingir a pessoa, no pé ou na perna, apenas para imobilizá-la, como forma de evitar que atirasse.

Policiais do Plantão Metropolitano da Capital lembraram que durante uma tentativa de assalto numa lanchonete na cidade de Nobres (a 120 quilômetros ao norte da Capital) no último domingo, os PMs balearam os dois suspeitos na perna e no pé, ambos sofrendo fratura em consequência dos tiros ponto 40 dos PMs.

No dia 2 de janeiro O motociclista Frank Sineytra Pereira dos Santos, de 30 anos, foi baleado no joelho por PMs que evitaram a fuga dele quando pilotava uma motocicleta roubada no bairro Cidade de Deus, em Várzea Grande.

A morte de Ademar está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa onde o delegado Geraldo Gezoni colocou uma equipe no caso. Ele recomendou exame de balística das armas dos policiais para saber de qual arma partiu o tiro que atingiu o jovem surdo.



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· Eu so gostaria de saber se tal vítima ti  - vanessa
· doente e surdo por isto não sabia oque e  - luiz gagini
· Que reportagem....sensacional...Fico adm  - rafael




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