Domingo, 31 de agosto de 2014 Edição nº 13705 20/09/2013  










BRAÇOS CRUZADOSAnterior | Índice | Próxima

Bancos de Cuiabá e Várzea Grande param

Sindicato informou que das 141 agências localizadas nas duas cidades, 140 aderiram à greve e não atenderam os clientes ontem


Grevistas colaram cartazes na fachada dos bancos para marcar o início da mobilização da categoria, que quer reajuste salarial
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

As fachadas das agências bancárias de Cuiabá e Várzea Grande amanheceram o dia ontem cobertas por cartazes fixados pelos bancários, que iniciaram greve por tempo indeterminado. Além de reajuste salarial, a categoria cobra melhores condições de trabalho, mais segurança, menos demissões e mais contratações.

"Estas são questões que impactam na carreira do bancário", justificou o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT), José Maria Guerra. Em todo o Estado, há 396 estabelecimentos bancários, dos quais 141 estão na Capital e na Cidade Industrial. Até o início da tarde de ontem, 140 agências da Grande Cuiabá tinham aderido ao movimento.

Segundo Guerra, só ano passado ocorreram 14 mil demissões no setor em todo país, o que sobrecarrega o funcionário e precariza o atendimento à população. No Estado, a categoria é formada por 5.827 bancários.

Outro item que preocupa é a segurança por conta dos constantes assaltos e arrombamentos de caixa-eletrônico. "Temos vários funcionários com problemas psicológicos, que ficaram com trauma por conta das ações violentas dos bandidos. A Fenabam chegou de apresentar uma série de proposta, mas continua tudo do mesmo jeito".

Apenas neste ano, Mato Grosso já registrou 22 ataques a bancos e 23 arrombamentos de caixas-eletrônicos. Para os bancários, uma forma de coibir os roubos são as instalações de fachadas blindadas, de câmeras de segurança 24 horas com alta definição, colocação dos biombos e porta giratória.

A greve pegou muita gente de surpresa. Entre elas, o apoio técnico Gilson Batista de Cristo, 44 anos, cliente do Banco do Brasil. "Eles (bancários) têm direito à greve, mas é algo que atrapalha os clientes porque há serviços que não têm como você fazer no autoatendimento. Acho que deveriam divulgar bem o movimento, com antecedência para a gente de precaver", comentou.

Os bancários reivindicam ainda 11,9% de reajuste, sendo 5% de aumento real mais a inflação do período. Também ainda melhoria do piso salarial que hoje é de R$ 1.400,00. Segundo Gerra, o Dieese aponta que o piso satisfatório para se manter dignamente uma família (com quatro pessoas) seria de R$ 2.860,00.

A Federação Nacional dos Banqueiros (Fenaban), entidade sindical que representa os bancos, apresentou proposta global contendo reajuste salarial de 6,1%, que, segundo a Fenaban, corrigirá salários, pisos e benefícios, além de manter a mesma fórmula de participação nos lucros, com correção dos valores fixos e de tetos em 6,1%.

Segundo Fenaban, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa passará para R$ 2.182,36 para jornadas de seis horas. Entre outros benefícios, estão previstos reajuste do auxílio refeição, que sobe para R$ 22,77 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 390,36 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor e auxílio-creche mensal de R$ 324,89 por filho até 6 anos.



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