Quarta feira, 30 de julho de 2014 Edição nº 13671 10/08/2013  










TÂNIA NARA MELOAnterior | Índice | Próxima

Falta conscientização

O assunto de hoje não é novo, é uma história que se repete todos os anos. Por mais que se alerte sobre a imprudência e irresponsabilidade de tal ato, parece que não há como sensibilizar aqueles que insistem em promover queimadas. Nesta época de seca, para onde os olhos se voltam à paisagem que se vislumbra é de um horizonte acinzentado denunciando a criminosa prática das queimadas.

O período de seca recém iniciou e o Estado já registra os maiores índices de focos de calor do Brasil, totalizando 5.127 ocorrências entre primeiro de janeiro e 31 de julho deste ano, quase o dobro do Tocantins, que ocupa a segunda colocação, com 2.916 focos. O período de proibição das queimadas teve início a partir de 15 de julho, e neste espaço de tempo pelo menos 813 focos de queimadas foram detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entra ano sai ano, são feitas campanhas de conscientização sobre os perigos e prejuízos das queimadas. Já tivemos incêndios em áreas de reserva indígena, na qual o fogo queimou 35% da mata, no Parque de Chapada, onde foram devastados 8 mil hectares de cerrado, e em muitas outras regiões onde os prejuízos à biodiversidade foram incalculáveis. Mas as campanhas e alertas parecem de nada adiantar porque os focos de incêndio continuam surgindo, danificando mais e mais o ecossistema da nossa região.

E é incrível, por mais que se façam campanhas, não se consegue conscientizar alguns produtores rurais que insistem em promover queimadas fora da época permitida. No período em que as queimadas controladas estão proibidas pelo Ibama pequenos proprietários rurais e de alguns assentamentos têm ignorado tal determinação. A consequência dessa irresponsabilidade é a destruição de nossas áreas verdes.

Neste cenário, cinco municípios mato-grossenses contabilizaram mais de mil focos entre janeiro e julho deste ano: Nova Maringá (349), Nova Ubiratã (247) e Feliz Natal (232). E no comparativo com a lista dos municípios que mais queimaram no ano passado verifica-se que a maioria está repetindo a prática em 2013. Dos dez inseridos na lista de 2012, oito estão de novo no ranking deste ano.

A análise do ranking estadual dos dez municípios que mais queimaram em 2013 em comparação com os dez do ano passado, mostra que os municípios são praticamente os mesmos: oito estão nas duas listas. É preciso medidas urgentes para que haja mais conscientização e para conter a devastação de nossas áreas verdes.



TÂNIA NARA MELO editora de Opinião do Diário



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