Quarta feira, 26 de junho de 2019 Edição nº 9884 07/03/2001  










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Morre em SP o governador Mário Covas

Internado no Instituto do Coração desde 25 de fevereiro, ele morreu ontem de falência múltipla de órgãos


Governador de São Paulo Mário Covas, morreu ontem aos 70 anos depois de uma dura batalha contra o cãncer
Da AF - São Paulo

O governador Mário Covas (PSDB), 70, morreu às 5h30 de ontem no Instituto do Coração, em São Paulo, de falência múltipla de órgãos. Ele sofria de câncer desde dezembro de 1998.

O vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que substituía Covas no governo desde 22 de janeiro, assumiu definitivamente ontem o governo do Estado.

Covas estava internado desde 25 de fevereiro, quando interrompeu às pressas uma viagem com a família para Bertioga (litoral de SP). Desde então, o estado de saúde do governador piorou a cada dia. Ele estava inconsciente desde as 18h do último domingo.

Ele está sendo velado no salão nobre do Palácio dos Bandeirantes e será enterrado hoje no Cemitério Paquetá, em Santos, cidade onde nasceu.

O cortejo deve seguir em carro aberto até o local. O horário do sepultamento será no início da tarde.

O ministro Paulo Renato Souza (Educação) esteve no Incor às 7h15 e lamentou a morte de Covas. "A perda do governador aumenta a responsabilidade de cada um de nós que está hoje na vida pública. Não é uma perda só para o PSDB. É uma perda para o Brasil, para os brasileiros”, disse.

Internação - Covas começou a reclamar da piora em seu estado de saúde cerca de dez dias antes de ser internado. Em 22 de fevereiro, quando fez sua última sessão de quimioterapia, o governador passou mal. Mesmo assim, contrariando os conselhos médicos, ele insistiu em viajar com a família para Bertioga, onde pretendia passar o Carnaval.

A viagem foi interrompida por causa de uma trombose na perna, que não pôde ser tratada com medicamentos.

Em 25 de fevereiro, o infectologista David Uip, médico particular de Covas, resolveu transportar o governador de helicóptero para o Instituto do Coração.

Quando entrou no helicóptero, o governador disse à tripulação que estava em péssimo estado de saúde.

A equipe médica que cuidava de Covas já havia informado anteontem que o paciente tinha perdido a consciência, não respondia mais aos estímulos e sofria períodos de convulsões. Os problemas surgiram no final da tarde de domingo.

Desde então, de acordo com os médicos, o estado clínico do governador, já gravíssimo, era "o pior desde a sua internação”, no último dia 25. No boletim médico, de número nove, o último antes de sua morte, o quadro foi definido como "diminuição importante no nível de consciência”.

Covas, que sofria de câncer desde 1998, foi internado no Incor devido a uma infecção generalizada (sepse), que começou no abdômen e acarretou uma trombose na perna direita.

Desde então, Covas apresentou várias outras complicações: pneumonia, edema agudo no pulmão, obstrução intestinal e arritmia.

Durante os nove dias de internação os médicos falaram algumas vezes em "discreta melhora”. Anteontem, porém, esclareceram que estavam, sempre, referindo-se apenas a complicações pontuais, e não ao estado geral de Covas.

Dizendo estar "mais apreensiva”, a equipe médica admitiu anteontem, pela primeira vez, já não ter recursos para combater o câncer.

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