Domingo, 08 de dezembro de 2019 Edição nº 13437 16/10/2012  










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Acidentado corre risco de infecção

Francisco Pirajá está na enfermaria e não consegue um lugar no Centro de Tratamento de Queimados, que tem 8 leitos disponíveis e 13 internos


Lancha explodiu no Lago de Manso durante o final de semana e duas pessoas ficaram feridas
STÉFANIE MEDEIROS
Da Reportagem

A explosão de uma lancha no Lago Manso este final de semana deixou muito mais do que dois feridos, um deles com 45% do corpo queimado. O acidente colocou em evidência a falta de estrutura do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá, referência no Estado de Mato Grosso.

Com a disponibilidade de apenas oito leitos, o CTQ recebe um número maior de pacientes do que sua estrutura física consegue suportar. Sem ter onde ficar, as vítimas são tratadas nas enfermarias, fora da unidade especializada, ficando expostas a pessoas com diversos tipos de patologias. “Isso os deixa mais suscetíveis a pegar algum tipo de infecção e complicar o caso”, disse o diretor do centro, Henrique Lavosier.

O diretor explicou que os pacientes não ficam na enfermaria por falta de tratamento ou cuidados médicos, mas porque não há lugar para estas pessoas receberem a atenção necessária no CTQ. “Atualmente nós estamos com aproximadamente treze pacientes vítimas de queimaduras, mas não tem lugar pra todos. Os riscos de uma infecção aumentam muito por eles estarem expostos a todo tipo de patologia na enfermaria”, esclareceu.

O acidente em questão envolveu Francisco Pirajá Cardoso e o dono da lancha, que não foi identificado. Segundo a mãe de Francisco, Tereza Pirajá, a explosão aconteceu no sábado, quando os dois sentiram cheiro de gasolina na lancha.

De acordo com ela, os dois desceram até o porão para ver o que estava acontecendo. O filho dela, Francisco, que se encontra no pronto-socorro em estado grave, ficou na parte inferior da lancha enquanto o proprietário foi ligá-la. “Foi ai que explodiu tudo. Um homem que viu o acidente nadou até o local e ajudou os dois. Um médico que estava lá os acompanhou por todo o caminho até Cuiabá. Mas é uma tragédia. Fica de alerta para todas as pessoas: quando sentirem cheiro de gasolina, abandonem a lancha”.

Tereza contou que o atendimento ao seu filho foi ótimo, mas que a estrutura do pronto-socorro está precária. “Eles poderiam construir um hospital que realmente fosse referência no tratamento de queimados, mas enquanto isso os pacientes ficam lá correndo o risco de pegar uma infecção. A questão não é nem o acidente, mas sim não ter para onde os pacientes irem”.

Francisco teve queimaduras de segundo grau nas duas pernas e no braço direito. Segundo Lavosier, a gravidade do caso está no fato de grande parte do corpo estar queimado, deixando o paciente mais vulnerável.

A reportagem ligou para a Secretaria Municipal de Saúde e na assessoria do pronto-socorro de Cuiabá, mas até o fechamento desta edição, não obteve resposta.



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