Domingo, 08 de dezembro de 2019 Edição nº 13437 16/10/2012  










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Cirurgias estão paradas

MP instaurou inquérito para apurar a denúncia de que os procedimentos não atendem a demanda e ainda são qualificados como precários


Pacientes devem ter até 130 kg para serem atendidos pelo SUS porque faltam equipamentos adaptados
ALECY ALVES
Da Reportagem

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito administrativo para investigar por que os obesos mato-grossenses não têm acesso à cirurgia bariátrica pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo havendo médicos e um hospital credenciado como referência no atendimento, o Hospital Geral Universitário (HGU), em Cuiabá.

A Associação Mato-grossense de Obesidade (Amo), autora da

representação, no documento protocolado há duas semanas, pede que sejam apuradas a ausência e a precariedade do pouco serviço de saúde que se oferece aos obesos pelo SUS, além dos atrasos nos repasses.

De acordo com a Amo, pelo menos 550 pacientes considerados aptos à cirurgia aguardam na fila, enquanto outros 250 fazem o tratamento preparatório. O problema é que o atendimento é feito sem qualquer perspectiva de agendamento para a cirurgia, que estava suspensa há sete meses e foi retomada na semana passada.

Além da lentidão na regulação do procedimento, a associação denuncia que somente pacientes com até 130 quilos pode ser

operados.

Também reclamam que o material oferecido pelo SUS não é suficiente para fazer a operação com a segurança necessária. Na representação que protocolou no MPE, a presidente da Amo, Silvana Aparecida Gadani, relata que enquanto o SUS disponibiliza três cargas de grampos e um grampeador, os médicos exigem cinco cargas e o mesmo número de grampeadores.

Essa situação gera um impasse que na maioria dos casos impede a realização do procedimento cirúrgico. Desde que as cirurgias recomeçaram somente três obesos foram atendidos.

Em junho deste ano, após mobilização e protestos nas ruas, a Amo

convenceu a Prefeitura de Cuiabá a contratar uma equipe médica para

cirurgias bariátricas.

Os profissionais, conforme acordo, seriam pagos pela Secretaria Municipal de Saúde (SME) para operar no Hospital Geral Universitário (HGU), os pacientes que estão na fila.

As contratações aconteceram, mas as cirurgias não foram retomadas conforme a previsão contratual, que prevê o mínimo de oito procedimentos ao mês. O motivo agora seria a falta de materiais cirúrgicos como grampos e equipamentos, relata Silvana Gadani.

O secretário municipal de Saúde Lamartine Godoy, se exclui da polêmica. À reportagem, ele disse que o que foi solicitado ao município está sempre cumprido, ou seja, a contratação e pagamento dos salários da equipe médica. “Se o SUS não oferece material não podemos fazer nada”, diz.

Já a diretora geral do Hospital Geral, Maire Oliveira, diz que a

cirurgias foram retomadas e devem prosseguir, porém apenas para

pacientes de no máximo 130 quilos. Para aqueles com peso superior não há previsão de atendimento cirúrgico.

Meire Oliveira observa que para atender outros pacientes seria

necessário adquirir mesa cirúrgica, maca, camas, cadeiras de banho e

de roda, colchões e outros equipamentos apropriados. O hospital,

acrescenta, não dispõe de recursos para tais aquisições. Essas

carências, assinala a diretora, são do conhecimento das autoridades da saúde pública do município e do estado.

Esta semana, o promotor de Justiça da Cidadania, Alexandre Guedes começa a intimar os responsáveis pelos serviços de saúde pública para prestar depoimento.



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· SOU PACIENTE DO HOSPITAL METROPOLITANO  - ELISANGELA SILVEIRA CORREA DA COSTA




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