Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 13420 25/09/2012  










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Quadrinhos em revista

É a exposição que se encontra no SEC/Arsenal, da Acadêmica Yasmin Jamil Nadaf, associada da nossa Academia Mato-grossense de Letras, onde ocupa a Cadeira 38.

Ela já nos presenteou com a exposição “Almanaque”, no ano passado, a qual nos encheu de saudade, a começar com a história do Jeca Tatu, de Monteiro Lobato.

Na atual exposição a saudade, também, nos invade, uma vez que nos encontramos com os heróis da nossa criancice e juventude, sob o foco de estórias aliadas a elementos gráficos.

Mas, de que estamos falando? Estamos falando de História em Quadrinhos, criadas por talentosos artistas ligados com a realidade do seu tempo e com a sociedade contemporânea. As HQ’s influenciaram na formação, na educação e na estruturação de ideias e do caráter pessoal do seu leitor.

Representa mais do que a junção da literatura com figuras, interagem diversas áreas de arte, possibilitando formações expressivas que dizem respeito a temas e citações que envolvem a sociedade humana. Seus contos já fazem parte da história secular, assim como seus heróis representam muito das ideias da nossa era.

Entretanto, a produção em série das histórias em quadrinhos só tornou-se possível no século XIX, com o nome de literatura em estampas ou romances com caricaturas; exerce, sobre as pessoas, poder de atração de desenhos e diálogos, independente de idade.

A exposição da Acadêmica Yasmin - Quadrinhos em Revista -, destaca o relevante papel que as HQ’s conquistaram no contexto cultural, na sociedade e na História, com a participação de várias gerações brasileiras.



DISNEY

Lembram-se do rato, que deu início à carreira de Walt Disney?

Depois vieram outros personagens, numa trajetória vitoriosa e longeva nos quadrinhos. Mickey Mouse saia das enormes telas para estrear em tiras de jornal. O sucesso foi tanto que o personagem, em poucos meses, aparecesse todo dia em 40 periódicos de 22 países!

Mickey Mouse Series - tratava-se de gibi, onde se reunia em 62 páginas, as tiras originalmente publicadas em jornais. Era publicado anualmente e durou quatro edições.

Pato Donald - em julho de 1950 foi lançado seu primeiro número, o público brasileiro, graças a ele, aprendeu a ler e a gostar dos seus personagens que, hoje, constituem a divertida família Disney, representada pelas suas revistas.

Zé Carioca - amparado no corpo diplomático, Walt Disney, desenhista e empresário de cinema, toma o rumo do Brasil. Fazendo política de boa-vizinhança norte-americana, lança Zé Carioca, personagem despreocupado e não afeito ao trabalho.

Tintim - um herói que as crianças possam imitar. Ele se movimenta, sendo diferente de outros heróis de romances e filmes. Ele, também, não é super-homem que pula altura de sete metros; contenta-se com saltos normais. O interessante é que seu mundo possa ser compreendido pelas crianças. Seu autor é Hergé chamado o “Walt Disney Europeu”, grande criador de contos; seus personagens viajam pelo Oriente Médio, pelos Andes, pela Rússia, embora seu criador viajasse raramente.

Arterix - personagem europeu que ficou muito conhecido no Brasil; foi criado em 1959 por René Goscinny (textos) e Albert Uderso (desenhos).

Arterix é o pequeno guerreiro, que tem agudeza de espírito e viva inteligência; sua força sobre-humana é conseguida com poção mágica.

Em 1969, o arquiteto Moacyr Freitas, cuiabano, talentoso desenhista, iniciou seu ambicioso projeto, ou seja, a História Ilustrada de Mato Grosso. considerada o primeiro marco mato-grossense na história das histórias em quadrinhos no Estado.

Em 1984, o adolescente Wander Antunes pública, no jornal “O Estado de Mato Grosso”, Keno Brasil; em 1989 é responsável pelo jornal Gonçalino; o personagem dos quadrinhos ficou muito conhecido na região; foi editado, também, como Revista pela Universidade Federal de Mato Grosso, com distribuição gratuita na Rede Pública de Ensino.

Em 1992 registramos a primeira exposição dos quadrinhos de Cuiabá, na qual participaram: Wander Antunes com a citada Revista Gonçalino; Moacyr Freitas contribuiu com Desenhos de Cuiabá antiga; Gabriel de Mattos com O Hotel; Valdemar de Souza apresentou a Turma do Pantanal; Joaquim Giovani de Souza com Mujo e Carol e, finalmente, Adão França com Beto Brega.

Em outubro de 1992, apresenta-se a revista Vote! que incluía conto, poesia, fotografia e pintura; trazia a História Ilustrada de Mato Grosso, de Moacyr Freitas; Uma História sobre Patrimônio Histórico, de Gabriel de Mattos; Estranhas criaturas, de Giovani de Souza. Pato Wood é a revista da Anima Produções e o jornal O Estado de Mato Grosso abre espaço para a publicação local de quadrinhos, com grande produção regional.

Venham encontrar com Magali, Chico Bento, Mônica, Cebolinha, Cascão, Luluzinha, Bolinha, Margarida, etc.

A nossa Acadêmica Yasmin é pesquisadora e vai fundo na matéria; não vamos adiantar mais, porque o bom é a descoberta dos personagens e o envolvimento com a saudade.

Parabéns a Yasmin Jamil Nadaf que nos deleita com a exposição e marca ponto na produção literária.



Nilza Queiroz Freire - Presidente - Cadeira 14



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· eu quero ver historias em quadrinhos sob  - remilly




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