Sexta feira, 24 de março de 2017 Edição nº 13415 19/09/2012  










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Greve nos bancos

Como tem sido regra nos últimos dez anos, os bancários voltaram a cruzar os braços desde ontem em todo Brasil, incluindo Mato Grosso. O grande poder de mobilização do sindicato da categoria é um forte componente destas paralisações.

E, mais uma vez, a greve parece ter forte adesão no Estado. Um levantamento divulgado na tarde de ontem mostrou que das 119 agências de Cuiabá, apenas 21 abriram as portas, o que representa menos de 20% do total. Em Várzea Grande, a adesão ao movimento foi total. Nenhuma das 19 agências funcionou.

A expectativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) é que pelo menos 500 mil funcionários cruzem os braços em todo o país, o equivalente a mais de 5,1 mil agências.

Para o correntista, a greve representa dor de cabeça, risco de perda de prazo para pagamento de contas e dificuldades para resolver problemas comezinhos do dia a dia. Nem todos possuem acesso à internet ou confiam no mecanismo do débito automático de suas contas.

Há algo de errado em uma relação trabalhista que, por uma década seguida, tem sido marcada por sucessivas greves. Ou os bancos não cumprem com seu papel com os funcionários, ou os funcionários estão se aproveitando do alto poder de mobilização para auferir ganhos, uma vez que os lucros divulgados pelas instituições são, a cada ano, mais vultuosos.

A reivindicação salarial pede a valorização do piso, hoje cerca de R$ 1,4 mil, aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até o valor de R$ 4,9 mil, e um reajuste de 10,25%, ou 5% de aumento real.

Além da questão financeira, o sindicato dos bancários de Mato Grosso tem outras prioridades. Uma delas é a segurança. Entre as medidas que eles cobram está o cumprimento da lei municipal que determina a instalação de biombos entre os caixas e as filas de espera nas agências de Cuiabá. A lei foi aprovada há mais de ano e até hoje não é integralmente cumprida.

Independente de quem tem razão nesta contenda, o importante é que as duas partes – patrões e empregados – tenham a consciência de que quanto mais arrastada for a negociação, maior será o prejuízo da população. E que, neste momento, o melhor é que o bom senso guie as negociações.



Quanto mais arrastada for a negociação, maior será o prejuízo da população



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