Sábado, 25 de maio de 2013 Edição nº 13389 18/08/2012  










OPERAÇÃO MARANELOAnterior | Índice | Próxima

Ex-investigador consegue liberdade

Da Reportagem

O ex-policial Adauto Ramalho da Silva, condenado a 11 anos de prisão, sendo sete por tráfico internacional de drogas e quatro por associação ao tráfico, conseguiu o direito de progressão da pena, passando para semiaberto. Ele conseguiu a liberdade depois de cumprir dois quintos da pena de tráfico e um sexto da associação ao tráfico. Ele foi um dos presos na operação “Maranelo”, deflagrada pela Polícia Federal.

Ele cumpria pena na Cadeia de Santo Antônio de Leverger, onde funciona um presídio militar. O processo de exoneração na Polícia Civil se arrastou até o mês passado quando foi publicado sua dispensa dele em Diário Oficial do Estado.

Continuam presos o ex-investigador Wagner Rodrigo do Amorim, sentenciado a 25 anos de prisão, além de Mário Márcio Nascimento dos Santos, condenado a 16 anos por tráfico internacional e associação ao tráfico. Este último não é policial.

As investigações da Operação Maranelo iniciaram em junho de 2009, quando a então Gerência de Investigação Policial (Gip) da Polícia Civil chegou ao carregamento de 383 quilos de cocaína escondidos na fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço.

Como se tratava de tráfico internacional de drogas, as investigações foram transferidas para a Polícia Federal, que indiciou mais pessoas, incluindo empresários cuiabanos, acusados de lavagem de dinheiro. Ele tiveram os carros importados apreendidos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os policiais eram considerados o “braço armado” do esquema de lavagem de dinheiro, oriundo do trafico internacional de drogas.

Conforme a própria Policia Civil, eles eram responsáveis tanto pela guarda da droga, feitas nas fazendas Sete irmãos e Baía dos Pássaros, na cidade de Barão de Melgaço, quanto pela distribuição, que tinha como destino final os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Belo Horizonte, além da cidade de Teixeira, no interior da Bahia.

O esquema do tráfico, segundo o Ministério Público Federal (MPF), era comandando por um núcleo principal composto pelo empresário Edésio Ribeiro Neto, o “Binho”, que ainda está foragido. Ele é considerado o principal membro da organização, responsável por arregimentar financiadores, além de administrar e distribuir a cocaína vinda da Bolívia. Binho possui várias passagens pela Polícia, tendo sido acusado de assaltos a joalherias em 2004. (AR)



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