



|

Bicho-papão ou conversa fiada?
Em 1992 quando da realização da conferência “Rio 92”, o CO2 eram o assunto do momento, a estrela de primeira grandeza de ongueiros e ambientalistas meia-pataca, foi o tema que praticamente dominou o evento a época. Porém, na “Rio+20”, o tema aquecimento global e CO2 praticamente não foi cogitado no evento, ficando restrito a meia dúzias de ongueiros e ambientalistas meia-pataca, por que? Será que o CO2 no aquecimento é uma farsa? Seria blablablá de ongueiros e ambientalistas meia-pataca? Seria algo sem comprovação das ciências?
Pesquisa científica registrada em anais da academia nacional de ciências dos estados unidos – PNAS, datada de (04/02/10) o confirmam: o aquecimento global contribui de forma decisiva com o crescimento vegetacional, favorecendo o rápido desenvolvimento das árvores viabilizando a duração de temporadas propícia a sua produção de biomassa. Estudos realizados e publicados por cientistas do centro de investigações ambientais Smithsonian em Maryland-USA, reuniram dados coletados em árvores de 55 bosques diferentes, ou seja, de diferentes tipos de florestas do leste norte-americano, além da coleta de informações de 100 anos de medições meteorológicas, e 17 anos de medições de emissões de gás carbônico na atmosfera, o que nós, pesquisadores, chamamos de monitoramento da pesquisa científica.
Estes estudos detectaram que o crescimento recente das árvores “superou os valores esperados”, causados pelas mudanças climáticas ocorridas nos ecossistemas regionais. O material coletado e pesquisado confirma que o aumento da temperatura no período contribuiu com o crescimento e as emissões de CO2 influenciou de forma significativa no desenvolvimento da fisiologia vegetal pesquisada. Para os pesquisadores a influência do aquecimento global sobre o aumento de crescimento é real, é fato. E outras pesquisas e experiências acadêmicas realizadas em várias partes do mundo comprovam que a temperatura mais alta acelera o metabolismo das árvores, enquanto o aumento do nível de gás carbônico na atmosfera ajuda seu crescimento, graças a um processo chamado de fertilização carbônica que favorece a fotossíntese e a produção de biomassa vegetal. Como se sabe, os vegetais não vivem sem o CO2.
Todavia, os cientistas alertam para a realização de mais estudos sobre a questão e maior aprofundamento de pesquisas para determinar se esses resultados ocorrem em uma escala maior, assim como as consequências do crescimento das árvores. Nas regiões tropicais, citando como exemplos casos brasileiros “a cana–de–açúcar” é um exemplo peculiar nesse processo, uma vez que essa gramínea tem se superado em relação a todas as demais espécies vegetais na conversão de energia solar em biomassa, em períodos de tempo relativamente curto.
É sabido também que sementes de vegetais em estado de latência aceleram seu processo de germinação e crescimento das plântulas com a presença de luz e calor. Isto pode ser comprovado cientificamente em laboratórios nas academias, ou empiricamente em práticas culturais rotineiras realizadas a campo pelos agricultores e produtores rurais. Portanto, senhoras e senhores, a natureza é pródiga e sabe fazer a coisa certa, na hora certa e no lugar certo. E agora, ongueiros e ambientalistas meia-pataca? O que fazer?
*ROMILDO GONÇALVES – biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em Fogo Florestal e doutorando em Agricultura Tropical
romildogoncalves@hotmail.com
|
Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto
| 
|
 |
Cuiabá Min: 18° Max: 36° |
|
|
|