Sexta feira, 24 de maio de 2013 Edição nº 13304 10/05/2012  










FERNANDO DUARTEAnterior | Índice | Próxima

Custo da vida

Não é segredo para ninguém que viver em Cuiabá é caro, principalmente na compra de produtos industrializados (nem é preciso citar preço de terreno porque é chutar cachorro morto). Em qualquer supermercado, das maiores redes aos de vila, o consumidor de sente “esfaqueado”. Não há escolha! Compra ou compra.

Obviamente, as classes sociais baixas são as que mais sentem o baque. Por mais que se procure um produto similar, com uma qualidade inferior, as pessoas sempre pagam caro.

Vira e mexe “vomitam” que o Brasil está “assim”, que Mato Grosso está “assado”, mas de nada adianta esse crescimento na renda se não há um controle sobre o aumento dos preços.

Os varejistas acusam os fornecedores, que repassam a responsabilidade para o governo, que coloca o peso desse custo ao mercado, etc., etc., etc.

Tudo é motivo para aumento. E isso sem falar do salário mínimo, que se tornou uma referência dessa elevação abusiva. A cada aumento do salário, os preços acompanham. Não há uma sobra mensal ao trabalhador.

Após o governo elevar o mínimo, um programa televisivo fez uma matéria para mostrar a população o que fazer com os cerca de R$ 70 que tiveram de aumento no salário. Não dá para fazer nada. Não sobra.

O que há de novidade no que foi escrito até aqui? Nada também. Há anos, décadas, é a mesma coisa. E é isso que incomoda. Independentemente de como está o mercado, Cuiabá sempre será um lugar caro para se viver.

Diariamente é possível ver, por exemplo, estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reclamarem que o dinheiro que os pais (moradores de outros Estados) enviam ou do trabalho de meio-período que possuem é insuficiente para sobreviver no mês.

Eles são obrigados a se alimentar no Restaurante Universitário (RU), onde a refeição é R$ 1, porque não tem dinheiro. Quando o final de semana surge, é um Deus nos acuda. O restaurante fica aberto só de segunda a sexta.

Infelizmente, situações como essa vão permanecer por muito tempo. Resta apenas apertar ainda mais o cinto, se isso for possível.



FERNANDO DUARTE é editor de Política do Diário

fernandoduarte@diariodecuiaba.com.br



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