Sábado, 18 de maio de 2013 Edição nº 13301 06/05/2012  










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Poupança

Anunciadas esta semana pelo governo federal, as mudanças na caderneta de poupança ainda geram dúvidas entre os correntistas da mais popular das aplicações bancárias. As dúvidas são maiores porque a poupança é a aplicação mais procurada pelas classes menos esclarecidas.

É importante salientar que, de fato, o governo precisava mudar as regras da aplicação. A ideia é reduzir a taxa básica de juros, a chamada Selic, e assim incentivar o crescimento da economia.

Quando os juros caem, cai também o rendimento dos investimentos em renda fixa. Se a Selic cair mais, a renda fixa vai pagar menos que a poupança.

Assim, a poupança será um investimento mais atraente, tirando recursos daquele outro investimento. Caso isso ocorra, os grandes investidores poderão deixar a renda fixa e migrar seus recursos para a poupança.

Como a Selic é referência para as outras taxas de juros, sua queda vai ajudar a reduzir os juros do crédito e incentivar o crescimento do país. É o que espera o governo. Por isso, é importante que a Selic caia sem que, junto, caia o rendimento da renda fiixa.

A renda fixa é um componente importante no esforço do governo em pagar suas dívidas. É, mais ou menos, como seu o grande investidor estivesse emprestando para o governo. Sem esse dinheiro, o governo não tem como pagar suas contas.

Até esta semana a poupança rendia 6,17% ao ano mais a variação da TR. Sua principal vantagem é o fato de não pagar imposto de renda e poder ser sacada a qualquer momento.

A partir da agora, a aplicação renderá 70% da Selic mais a TR - isso no caso de a taxa básica de juros estiver em 8,5% ou menos por ano. A isenção do imposto de renda e a possibilidade de saque a qualquer momento continuam valendo.

O remédio, no entanto, não pode ser amargo demais. As mudanças na poupança não podem limitar muito fortemente seus ganhos, uma vez que o recurso desta aplicação é utilizado para o financiamento da casa própria, um dos grandes responsáveis pelo crescimento brasileiro nos últimos anos.

Especialistas ouvidos nos últimos dias entendem que, mesmo com a queda, a poupança ainda pode ser mais rentável que boa parte das aplicações, especialmente em razão da não-cobrança do Imposto de Renda. A poupança ainda estará mais vantajosa que os fundos do tipo DI com altas taxas de administração ou mesmo os CDBs com menores rentabilidades.



A poupança ainda pode ser mais rentável que boa parte das

aplicações



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