Quinta feira, 23 de maio de 2013 Edição nº 13288 19/04/2012  










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Para não variar, greve

Professores da UFMT paralisam atividades de novo e revoltam estudantes que querem estudar


UFMT: todos os anos professores ou estudantes paralisam as atividades – o que pode explicar em parte o fraco desempenho no Enade
JARDEL PATRÍCIO ARRUDA
Da Reportagem

Estão paralisadas as atividades nos campi de Cuiabá, Médio Araguaia e Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso. O motivo é o suposto descumprimento do Governo Federal com o acordo de aumento salarial aos professores, feito ano passado. Enquanto isso, alunos com o cotidiano acadêmico comprometido pela falta de aula reclamam da precariedade do ensino.

“Sinceramente eu não entendo essa exigência por um aumento se a maioria deles nem dão aula, ou no máximo fingem dar aula”, afirma um universitário que preferiu não se identificar por medo de represálias. “Têm muito professor que vive de licença-médica e, quando não, fica faltando e empurrando o conteúdo com a barriga”.

A opinião desse estudante foi compartilhada por vários outros acadêmicos procurados pela reportagem. Para eles, professores recebem muito destaque na luta por melhorias salariais – “quase sempre dignas”, disseram alguns deles -, mas pouco se faz por melhorar o nível da educação ensinada nessas instituições de ensino, por exemplo, na UFMT. Vários alunos se mostraram irritados com o fato de, além de todos os problemas estruturais da universidade -como laboratórios sucateados, falta de equipamentos ou técnicos para operá-los -, parte dos professores também se mostraria pouco interessada em dar aulas de qualidade.

Entre as bases para esse tipo de pensamento por parte dos alunos está o resultado do último Enade. Apesar de o Índice Geral de Cursos na UFMT ser quatro (em uma nota que varia de 1 a 5), apenas 14 dos 98 cursos possuem nota igual ou maior que três.

A exceção dessa opinião entre os discentes da UFMT encontra-se nos militantes do movimento estudantil, os quais acreditam ser um dever apoiar professores em luta para melhorar as condições de trabalho.

O presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), Carlos Eilert, afirmou que a qualidade do ensino praticado pelos professores é satisfatória. “Mas claro que dá um desânimo olhar para o salário”. O salário base dos professores por 20 horas semanais é de R$ 557,57, além de um bônus de R$ 900, o qual eles pedem para ser incorporado ao vencimento-base.



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· Alunos pobres coitados, querem estudar e  - zé do Pedra
· Aos poucos os alunos, aqueles que querem  - Luis Magalhãesl
· Que matéria mal escrita (ou extremamente  - Edson
· É FACIL ACABAR COM A FARRA ... das grev  - LUIZ
· Caro jornalista a falta de aumento é r  - Benedita

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