Boca se vinga e vence no Engenhão
O Fluminense queria a vitória para terminar como a melhor equipe da fase, mas não mostrou eficiência e acabou sendo derrotado
| | O Fluminense não fez uma boa partida no Engenhão e acabou sendo surpreendido pela garra apresentada pelo Boca Juniors |
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Da Redação
Se o Fluminense deu as cartas na Bombonera e conquistou uma vitória histórica, o Boca Juniors não fez por menos e se vingou ontem. Melhor desde o início, os argentinos venceram o Tricolor por 2 a 0, em pleno Engenhão, e fizeram os cariocas perderem os 100% de aproveitamento. Cvitanich e Sanchez Niño marcaram os gols do jogo que teve mais de 36 mil presentes. Rafael Moura ainda perdeu um pênalti no fim do jogo.
Mesmo fora de casa e sem seu principal jogador – Riquelme -, o Boca Juniors não se intimidou, logo teve maior posse de bola e mostrou ousadia ao ir para cima do Fluminense. Mas, no início, não levava perigo nas finalizações. O Tricolor, por sua vez, tentava se encontrar em campo e, numa das raras chances de gol, quase abriu o placar aos oito minutos.
O meia luso-brasileiro, inclusive, era o único que tinha certa liberdade no time carioca, já que Thiago Neves, Fred e Wellington Nem estavam bem marcados pelos hermanos.
Superior desde o primeiro minuto, o Boca calibrou o pé e abriu o placar aos 33. Após chutão de Schiavi, Leandro Euzébio cabeceou para trás e a bola sobrou para o artilheiro Cvitanich, que ganhou de Diguinho no corpo e, livre, bateu com categoria para abrir o placar.
Abel Braga voltou para o segundo tempo com Jean no lugar de Edinho. E o Fluminense melhorou claramente com a mudança. Ligado, o ex-são-paulino qualificou a marcação e a saída de bola do Tricolor. A dificuldade, desta vez, era furar o forte bloqueio do Boca, que, sempre atrás da linha da bola, retornou com objetivo de segurar o resultado.
Aos 16 minutos, Fred se queixou de incômodo na coxa direita e foi substituído por Rafael Moura. Vale lembrar que o camisa 9 não termina uma partida desde a segunda rodada da Taça Rio, contra o Nova Iguaçu. De lá para cá, ou deixa o campo machucado ou poupado. Sem seu artilheiro, coube ao maestro chamar o jogo. Aos 21, Deco deu belo passe para Thiago Neves na área, mas o chute saiu lascado.
Mas o Boca voltou a mostrar que, mesmo sem Riquelme, tem que se respeitado. Oito minutos depois, Mouche cruzou para Sanchez Niño ampliar a vantagem.
FLUMINENSE – 0
Diego Cavalieri, Bruno (Lanzini), Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho (Jean), Diguinho, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem e Fred (Rafael Moura). Técnico: Abel Braga
BOCA JUNIORS – 2
Agustín Orion, Facundo Roncaglia, Rolando Schiavi, Juan Insaurralde e Clemente Rodríguez; Pablo Ledesma, Cristian Erbes, Walter Erviti (Sanchez Miño) e Cristian Chávez (Diego Rivero); Dario Cvitanich (Pablo Mouche) e Santiago Silva. Técnico: Julio Cesar Falcioni
Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Dario Ubriaco (Uruguai)
GOLS: Cvitanich, aos 33min do primeiro tempo; Sanchez Miño, aos 29min do segundo tempo
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