Camelôs ficarão mais 4 meses no Centro
Agora é que estão começando as obras no prédio que será destinado aos 300 camelôs que hoje ocupam as principais praças da cidade
PEDRO ALVES/DC
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| | Praça Ipiranga, em Cuiabá: a desorganização, que tinha data para terminar, vai continuar por mais um tempo |
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JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O prédio onde funcionava a antiga sede do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, ao lado do Mercado do Porto, começa a ser preparado para abrigar os vendedores ambulantes que atualmente estão instalados em praças centrais de Cuiabá. O prazo acordado com Ministério Público para a transferência dos camelôs termina no dia 13 de abril. A prefeitura vai pedir a prorrogação.
Na manhã da última quinta-feira, homens já trabalhavam no local. Porém, conforme o secretário municipal de Trabalho, Dilemário Alencar, o lançamento oficial dos trabalhos está previsto para o próximo dia 4 de abril, dentro do “pacote de obras” a ser lançado pelo prefeito Francisco Galindo em comemoração ao aniversário de Cuiabá (8 de abril).
Segundo Alencar, o novo espaço irá abrigar 300 vendedores, número superior aos 175 camelôs autorizados a trabalhar nas praças Ipiranga, Caetano Albuquerque e Maria Taquara, localizadas na região central. Porém, inferior os 400 que antes ficavam ilegalmente em ruas como a 13 de Junho e a travessa Coronel Poupino, atrás do Ganha Tempo. Eles foram retirados desses pontos em novembro do ano passado em cumprimento a uma decisão judicial em ação proposta pelo promotor de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural, Gerson Barbosa.
O prazo para conclusão da obra orçada em cerca de R$ 2 milhões é de 120 dias. Este deverá também ser o tempo de dilatação do prazo que a administração municipal solicitação à Justiça para remoção definitiva dos camelôs das praças, que deverão ser revitalizadas e devolvidas à população. “Cento e vinte dias é o prazo, mas acreditamos que em 90 dias, com o período de chuvas terminando, seja possível concluir a obra”, disse Alencar.
De acordo com Alencar, a idéia é transformar o novo espaço em um centro comercial popular, que será diretamente ligado ao Mercado do Porto. No local, a expectativa é de que o movimento de consumidores ou clientes seja fomentado não só com a presença do próprio mercado, mas também a instalação de casa lotérica e agência dos Correios. “Queremos transformar o local em um grande centro comercial e ponto de turismo, inclusive para a Copa do Mundo”, destacou.
Além do critério de antiguidade ou tempo de atuação na área, os 300 camelos serão escolhidos de acordo com uma avaliação sócio-econômica. Alencar afirmou que essa seleção será feita com a participação de outras secretarias, como a de Assistência Social, além do acompanhamento do Sindicato dos Camelôs (Sincamat). “Vamos solicitar o acompanhamento do Ministério Público e cada camelô inscrito irá receber a visita de um assistente social, sendo que será só um por núcleo de família”, informou.
Porém, a cada dia a direção do sindicato é procurada por pessoas interessadas em serem inseridas no cadastro dos futuros beneficiados. “Direto tem gente procurando, mas o cadastro já está fechado. Está lotado”, comentou o presidente do sindicato, Augusto Ferreira da Silva.
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